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Celebração da morte de Charlie Kirk provoca demissões nos EUA

Celebração da morte de Charlie Kirk provoca demissões nos EUA

14/09/2025 às 18h11 Atualizada em 14/09/2025 às 18h26
Por: Redação Fonte: Agência O Antagonista
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Celebração da morte de Charlie Kirk provoca demissões nos EUA

Celebração da morte de Charlie Kirk provoca demissões nos EUA.

 

Funcionários de universidades, roteirista da DC Comics e comentarista da MSNBC estão entre casos com maior repercussão.

Comentários celebrando o assassinato do ativista Charlie Kirk (foto), fundador do grupo Turning Point USA, têm levado a demissões de professores, jornalistas, funcionários de empresas privadas e até de órgãos públicos nos Estados Unidos.

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Comentários celebrando o assassinato do ativista Charlie Kirk (foto), fundador do grupo Turning Point USA, têm levado a demissões de professores, jornalistas, funcionários de empresas privadas e até de órgãos públicos nos Estados Unidos.

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Um dos casos mais comentados nos últimos dias foi o de Laura Sosh-Lightsy, assistente da direção da Middle Tennessee State University (MTSU), que escreveu no Facebook:

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O ódio gera ódio. ZERO simpatia”. A universidade afirmou que os comentários foram “inapropriados e insensíveis” e anunciou sua demissão imediata.

A senadora republicana Marsha Blackburn elogiou a demissão. “Nenhum funcionário da universidade que celebra o assassinato de Charlie Kirk deve moldar as mentes da próxima geração”, disse.

Um site anônimo chamado Expose Charlie’s Murderers começou a identificar e publicar informações pessoais de pessoas que, segundo os criadores, celebraram a morte de Kirk. A plataforma diz não praticar “doxxing”, mas afirma ter recebido cerca de 30 mil denúncias desde o episódio.

O site divulga nomes, empregos e até endereços, alegando tratar-se de “dados públicos para fins de educação”. O domínio foi registrado anonimamente.

A influenciadora Laura Loomer, apoiadora de Donald Trump, também entrou na campanha para expor essas pessoas e prometeu “arruinar as aspirações profissionais” de quem comemorou a morte do ativista. No X, chegaram a circular listas de demissões atualizadas em tempo real.

Empresas privadas como os Carolina Panthers e a rede Freddy’s Frozen Custard também demitiram funcionários por publicações nas redes sociais. 

DC cancela HQ após comentário de roteirista

DC Comics cancelou a recém-lançada série “Capuz Vermelho” depois que a autora, Gretchen Felker-Martin, ter feito comentários sobre a morte de Charlie Kirk nas redes sociais.

Em publicações já apagadas, Felker-Martin escreveu: “Espero que a bala esteja bem”.

Na DC Comics, damos o maior valor aos nossos criadores e à nossa comunidade e defendemos o direito à expressão pacífica e individual de pontos de vista pessoais. As publicações ou comentários públicos que possam ser vistos como promotores de hostilidade ou violência são incompatíveis com as normas de conduta da DC”, afirmou a empresa.

Comentarista da MSNBC

O presidente Donald Trump comentou demissões na imprensa. Ao falar sobre o analista político Matthew Dowd, da MSNBC, disse: “Despediram esse cara, Dowd, que é um ser humano terrível. Ouvi dizer que estão despedindo outras pessoas”.

A MSNBC, ligada à rede NBC, decidiu dispensar os serviços do analista político Matthew Dowd, após um comentário que ele fez ao vivo durante a cobertura do atentado.

“Ele tem sido uma das figuras mais divisivas, especialmente entre os mais jovens, e está constantemente promovendo esse tipo de discurso de ódio ou direcionado a certos grupos”, disse. 

“E eu sempre volto a isso, pensamentos odiosos levam a palavras odiosas, que então levam a ações odiosas. E acho que esse é o ambiente em que estamos. Você não pode parar com esses pensamentos horríveis que você tem, dizer essas palavras horríveis e não esperar que ações horríveis aconteçam. E esse é o ambiente infeliz em que estamos”, acrescentou.

Repercussão nos EUA

O comentarista esportivo Stephen A. Smith, maior nome da ESPN nos Estados Unidos, criticou na última quinta-feira, 11, pessoas que celebraram a morte de Charlie Kirk. Em seu programa no SiriusXM, ele classificou como vergonhoso relativizar a violência por divergências políticas.

“Não importa quais eram as crenças políticas dele! Não me importo com o que ele sentia. Eu me importo com o fato de que um homem foi morto a tiros na frente de dois de seus filhos, que têm 5 anos ou menos; que ele morreu aos 31 anos de idade; que sua mulher é viúva; que seus filhos ficaram órfãos de pai, porque as ideias dele e as crenças dele são diferentes das de alguém, aparentemente.

E aí navego online e vejo pessoas celebrando isso! Vergonha! Que vergonha de vocês!”

O governador de UtahSpencer Cox, também se manifestou.

“Hoje é um dia sombrio para nosso estado. É um dia trágico para nossa nação”, afirmou em pronunciamento. Para ele, o ataque representa um “assassinato político” e ameaça os alicerces constitucionais do país.

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