Quatorze pessoas precisaram ser levadas às pressas ao hospital depois que o FBI usou um incinerador para queimar um quilo de metanfetamina apreendida na última quarta-feira (10). Eles trabalham em um abrigo de animais nos Estados Unidos. Já no pronto-socorro, as vítimas passaram cerca de três horas em uma câmara hiperbárica de oxigênio para combater os efeitos da inalação da fumaça.
Além dos 14 afetados, cerca de 75 cães e gatos foram evacuados do Abrigo de Animais Yellowstone Valley, em Billings, Montana, quando o prédio ficou cheio de fumaça.O abrigo divide espaço com a divisão de controle de animais de Billings, onde fica o incinerador.
O forno é normalmente usado por agentes de controle animal para descartar animais sacrificados, mas as autoridades locais afirmaram que ele também pode ser usado pelas autoridades policiais para queimar narcóticos apreendidos.
Em um comunicado, a diretora executiva do abrigo, Triniti Halverson, confirmou que a equipe e os animais foram expostos à metanfetamina e declarou não saber que estava ocorrendo uma queima de drogas na instituição.
Posso afirmar com firmeza e confiança que, como diretora executiva, eu não sabia que eles estavam descartando narcóticos extremamente perigosos no local", escreveu Halverson.
Segundo o administrador municipal adjunto Kevin Iffland, o incidente ocorreu quando a fumaça da incineração foi empurrada na direção errada devido à pressão negativa. Um ventilador deveria estar disponível nessas situações para reverter a pressão e permitir que a fumaça saísse do prédio, mas Iffland disse que não estava disponível.
Antes de deixarem o local, os funcionários foram orientados a usarem máscaras e então ajudaram a retirar os animais. Algumas pessoas da equipe ficaram expostas à fumaça por mais de uma hora e várias começaram a se sentir mal.
Os animais afetados receberam cuidados veterinários e foram colocados em alojamentos temporários, incluindo quatro ninhadas de gatos filhotes que estão sendo monitorados de perto porque ficaram fechados em uma sala com fumaça, contou Halverson à emissora de TV americana CBS News.