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Diosdado Cabello ameaça os EUA com “guerra de 100 anos” durante exercícios militares

Diosdado Cabello ameaça os EUA com “guerra de 100 anos” durante exercícios militares

14/09/2025 às 07h42
Por: Redação Fonte: Gazeta Brasil
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Diosdado Cabello ameaça os EUA com “guerra de 100 anos” durante exercícios militares

Diosdado Cabello ameaça os EUA com “guerra de 100 anos” durante exercícios militares.

 

Em meio a uma escalada de tensões com os Estados Unidos, o vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela, Diosdado Cabello, fez uma nova ameaça contra o país norte-americano. As declarações foram dadas durante um exercício militar no estado de Aragua.

“Que se preparem para uma guerra de 100 anos se chegarem a pôr um pé na Venezuela. Eles sabem que, depois de 100 anos, os vencedores seremos nós, os bolivarianos”, disse Cabello em cadeia nacional, transmitida pelo canal estatal Venezuelana de Televisión (VTV).

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Cabello reforçou a retórica belicista ao afirmar: “Devem ter isso muito claro: o que tentar agredir o nosso país está ganhando uma guerra de 100 anos e devemos ser implacáveis na defesa da pátria”.

As falas de Cabello ocorrem em um momento de alta tensão entre os dois países. Washington acusa o ditador venezuelano Nicolás Maduro de liderar o chamado “Cartel dos Sóis”, uma organização ligada ao narcotráfico, e oferece US$ 50 milhões por informações que levem à sua captura.

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Os exercícios militares, batizados de “Plano Independência 200”, preveem a participação de militares, corpos combatentes e da Milícia Nacional Bolivariana em 284 frentes de batalha, com o objetivo de garantir a segurança e a soberania do país, segundo o governo de Maduro.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos aumentaram sua presença militar no Caribe. Oito navios de guerra com mísseis e um submarino de propulsão nuclear estão próximos da costa venezuelana, além do envio de dez caças F-35 para uma base em Porto Rico.

No sábado (13), o governo venezuelano acusou a Marinha dos EUA de interceptar e reter, por oito horas, uma embarcação pesqueira com nove tripulantes em águas que Caracas considera parte de sua Zona Econômica Exclusiva. O governo americano não se pronunciou sobre o caso.

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