Fernando Ribeiro Baraúna começou a ser julgado nesta semana.
Rio – Michela Morato, mãe do feirante Pedro Henrique Morato Dantas, assassinado a tiros na Penha, Zona Norte do Rio, começou a viver na segunda-feira (8) a expectativa de um acalento em meio a tanta dor. No Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), ela esteve presente ao início do julgamento de Fernando Ribeiro Baraúna, policial militar acusado de ter cometido o crime.
Em conversa com a reportagem de O DIA, Michela abriu o coração sobre como tem lutado para seguir em frente, cinco meses após a perda de Pedro, aos 20 anos: “Minha vida não faz mais sentido. Não tem um dia que eu não pense em meu filho. Sinto o cheiro dele, tudo o que faço me lembra ele. Não tenho mais ânimo. A tristeza e a dor tomaram conta dos meus dias”.
A nutricionista, de 47 anos, define o filho como “uma criança no corpo de um adulto: “Meu filho era a alegria, a bondade e a inocência em uma criança grande”.
Sobre o julgamento do PM, que ainda está na fase de audiência de instrução com testemunhas, Michela só espera por justiça: “Porque o Deus que servimos não permitiu que isso acontecesse em vão”, afirma a mãe de Pedro, completando o desabafo: “Passei a metade da vida educando meu filho para que fosse trabalhador, respeitador, honesto. E esse homem o abordou e o matou como se fosse um vagabundo”.
Na audiência de instrução, além de depoimentos de testemunhas de acusação e defesa, acontece ainda o interrogatório ao réu. Após essa etapa, será a vez da sentença de pronúncia, quando o juiz definirá se o submete ou não a júri popular - desta decisão, cabe recurso.
Nesta quarta-feira (10), devido à ausência de duas testemunhas, o juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte, da 4ª Vara Criminal da Comarca da Capital, decidiu retomar o julgamento somente no dia 20 de outubro.