
A comunidade indígena Xokó comemorou no dia 9 de setembro os 46 anos da retomada de suas terras, um marco importante para a história dos povos originários que residem na Ilha de São Pedro, no município de Porto da Folha, no alto sertão sergipano. A Secretaria de Estado da Educação (Seed) faz parte dessa história, contribuindo de forma pedagógica com a educação formal de crianças e adolescentes do povo Xokó por meio da única escola indígena do estado: o Colégio Indígena Estadual Dom José Brandão de Castro.
“Nossa escola é um espaço fundamental para a preservação e valorização da cultura e identidade do nosso povo. Ao oferecer uma educação que respeita e valoriza a diversidade cultural, a escola pode ajudar a fortalecer a autoestima e a consciência dos alunos sobre sua própria identidade, mantendo, assim, nossa cultura sempre viva”, reforça a gestora da unidade e indígena Xokó, Ângela Apolônio.
Desde 1996, a Educação Escolar Indígena é reconhecida como uma modalidade específica da educação básica em Sergipe. Um marco importante dessa trajetória é o Colégio Estadual Indígena Dom José Brandão de Castro, localizado na Aldeia Indígena Xokó, na Ilha de São Pedro, município de Porto da Folha.
Reformada e ampliada em 2019, a escola dispõe de infraestrutura completa e climatizada, com seis salas de aula, laboratório de informática, sala de leitura, quadra de esportes, sala de recursos multifuncionais, refeitório, cozinha, secretaria e sala dos professores.
Atualmente, a unidade escolar atende a 101 estudantes matriculados, 98 dos quais são indígenas, e conta com uma equipe pedagógica formada por 15 professores – oito indígenas e sete não indígenas - , que atuam nos ensinos fundamental e médio. A unidade de ensino desenvolve projetos que valorizam a cultura indígena como o Grafismo Xokó e Jogos Indígena Xokó. A escola também desenvolve ao longo do ano atividades pedagógicas que abordam os saberes ancestrais do povo Xokó junto à grade curricular tradicional desenvolvida pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
O aluno indígena Thawa Raell explica como a unidade escolar contribui para a memória coletiva do povo Xokó. “Cada projeto que a gente desenvolve é uma forma de reafirmar que os nossos saberes têm valor e devem ser cultivados. A escola mantém viva a história de resistência do nosso povo, transmitindo às novas gerações a importância da terra, da cultura, da língua, do saber Xokó”, ressalta o aluno. Ele destaca também o poder gerado pela escola para que eles ocupem espaço, levando a voz da comunidade indígena, tornando-se guardiã da história Xokó e garantindo que ela continue viva e respeitada.
Com isso, a unidade escolar tornou-se uma referência na valorização da cultura e identidade dos povos originários, promovendo ações que abordam a diversidade, inclusão e o protagonismo dos alunos.
Festa da Retomada
Para a celebração dos 46 anos da Festa da Retomada, a comunidade indígena contou com uma ampla programação: lançamento de livro, exibição de documentário, bênçãos, danças e falas da ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, presidente da Fundação dos Povos Indígenas (Funai), Joênia Wapichana, e representantes da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), Ministério Público Federal e demais órgãos presentes que representam a comunidade. As atividades tiveram início na última segunda-feira, 8, e se estenderam até a terça-feira, 9.
Este também é o momento em que a comunidade Xokó abre o seu espaço para que pessoas não indígenas conheçam sobre a cultura indígena. Neste ano, alunos do Colégio Estadual Coronel Maynard Gomes, de Porto da Folha, e os dos centros de excelência Nelson Rezende Albuquerque (Cenra), de Gararu, e 28 de Janeiro, de Monte Alegre, puderam participar de atividades indígenas que foram realizadas.
O aluno do Cenra, Riqueume Santos, conta o quanto ficou entusiasmado em conhecer a comunidade e o quanto suas expectativas foram superadas. “Se eu imaginava algo, eu recebi muito além. Foi uma imersão cultural muito grande e foi muito bom ver que havia várias escolas lá engajadas em entender mais como funcionava a vida deles”. O aluno reforça que a melhor forma de preservar a cultura é conhecendo-a. “São atividades como essa que contribuem para a divulgação desses saberes”, afirma.
Celebração
No dia 9 de setembro de 1978, o povo indígena Xokó, que vivia na região de Caiçara, ocupou a Ilha de São Pedro, montando acampamentos na praça do povoado. Esse ato marcou o início da reconquista de seu território tradicional, conhecido hoje como Terra Indígena Caiçara/Ilha de São Pedro.
A recuperação da terra, que aconteceu depois de décadas de conflito com fazendeiros e muitas batalhas jurídicas, teve o apoio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Porto da Folha e da Comissão Pró-Índio em Sergipe.
Em 2024, o Projeto de Lei nº 228/2024, que teve como autora a deputada estadual Linda Brasil, tornou a ‘Festa da Retomada do Povo Xokó’ um bem de interesse cultural do Estado de Sergipe. Em 30 de agosto de 2024 o projeto foi aprovado pela Assembleia Legislativa de Sergipe.
O governador Fábio Mitidieri sancionou a lei, agora a Lei nº 9.528, que, além de declarar a festa como Bem de Interesse Cultural, também instituiu o dia 9 de setembro como o Dia Estadual de Celebração da Retomada do Povo Indígena Xokó no Estado de Sergipe.














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