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Julgamento de Bolsonaro: ‘Trump não tem medo de usar meios militares para proteger liberdade de expressão’, diz Casa Branca

Julgamento de Bolsonaro: ‘Trump não tem medo de usar meios militares para proteger liberdade de expressão’, diz Casa Branca

10/09/2025 às 07h01 Atualizada em 10/09/2025 às 08h59
Por: Redação Fonte: Agência jovem Pan
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Julgamento de Bolsonaro: ‘Trump não tem medo de usar meios militares para proteger liberdade de expressão’, diz Casa Branca

Julgamento de Bolsonaro: ‘Trump não tem medo de usar meios militares para proteger liberdade de expressão’, diz Casa Branca.

 

Apesar do tom duro, porta-voz Karoline Leavitt destacou que, no momento, não há decisão sobre novas ações contra o governo brasileiro

Casa Branca afirmou nesta terça-feira (9) que o governo de Donald Trump está preparado para adotar até mesmo “meios militares” para proteger a liberdade de expressão em todo o mundo. A declaração foi feita pela porta-voz Karoline Leavitt em resposta a uma pergunta sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

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Questionada se Washington poderia adotar novas medidas retaliatórias caso Bolsonaro seja condenado, Leavitt afirmou: “O presidente [Donald Trump] não tem medo de usar meios econômicos nem militares para proteger a liberdade de expressão ao redor do mundo.”

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A porta-voz classificou a liberdade de expressão como “a questão mais importante dos nossos tempos” e disse que Trump trata o tema com “máxima seriedade”. Apesar do tom duro, Leavitt destacou que, no momento, não há decisão sobre novas ações contra o governo brasileiro. A Embaixada dos EUA em Brasília compartilhou a fala nas redes sociais. A declaração ocorreu horas depois de o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, votar pela condenação de Bolsonaro e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado. Eles são acusados de tentar manter o ex-presidente no poder e impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O julgamento

Entre os réus estão o ex-presidente Jair Bolsonaro, ex-ministros militares e civis de seu governo, além de aliados próximos. Eles respondem por cinco crimes, incluindo tentativa de golpe, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e participação em organização criminosa. As penas, somadas, podem chegar a 43 anos de prisão.

Na segunda-feira (8), Moraes defendeu a condenação dos acusados e argumentou que houve uma “nova modalidade de golpe”, articulada a partir de discursos e mobilizações digitais, sem o uso direto de armas pelas Forças Armadas. O julgamento segue no STF com expectativa para os próximos votos dos ministros.

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