
Presidente Macron enfrenta desafio para formar nova coalizão em meio a protestos e risco de rebaixamento da nota de crédito.
A França entrou em nova turbulência política nesta segunda-feira (9) com a queda do primeiro-ministro François Bayrou, cujo governo minoritário centrista perdeu um voto de confiança no Parlamento.
A derrota, com 364 votos contra e apenas 194 a favor, era amplamente esperada após o fracasso de Bayrou em obter apoio para o plano orçamentário de 2026, que previa cortes de cerca de 44 bilhões de euros para reduzir o déficit público.
O impasse orçamentário reflete a dificuldade do governo em equilibrar as contas públicas, já que o déficit da França atingiu 5,8% do PIB em 2024, e a meta era reduzi-lo para 4,6% em 2026.
A incapacidade de formar uma coalizão sólida para aprovar as medidas de austeridade expôs a fragilidade política do país, que já viu quatro primeiros-ministros deixarem o cargo nos últimos dois anos.
O presidente Emmanuel Macron agora enfrenta o desafio de nomear um novo primeiro-ministro, o quinto em pouco tempo, ou optar por um governo tecnocrático, ambos com perspectivas de resistência política semelhante.
Outra alternativa seria convocar eleições antecipadas, mas isso pode fortalecer ainda mais os partidos extremos, como a extrema-direita e a extrema-esquerda, complicando ainda mais o cenário.
Enquanto isso, os mercados financeiros franceses reagiram com relativa calma, embora a incerteza política tenha elevado ligeiramente os rendimentos dos títulos públicos.
A agência Fitch deve divulgar em breve uma atualização sobre a nota de crédito da França, atualmente em ‘AA-’ com perspectiva negativa, o que aumenta a pressão para que o próximo governo implemente medidas de consolidação fiscal.
Além dos desafios políticos e econômicos, o novo governo terá que lidar com a insatisfação popular, com sindicatos convocando protestos nacionais contra os cortes previstos.
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