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“Período desafiador”: Morgan encerra compra para ativos da Argentina após eleições

“Período desafiador”: Morgan encerra compra para ativos da Argentina após eleições

08/09/2025 às 13h55
Por: Redação Fonte: infomoney
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“Período desafiador”: Morgan encerra compra para ativos da Argentina após eleições

“Período desafiador”: Morgan encerra compra para ativos da Argentina após eleições.

 

Analistas veem volatilidade até as próximas eleições.

O resultado adverso para Javier Milei no último fim de semana levou o Morgan Stanley a fechar uma recomendação de compra para ativos argentinos, iniciada apenas na semana passada.

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De acordo com o Morgan, o menor apoio ao governo indica também maior oposição à continuidade da política monetária na Província de Buenos Aires. Isso aponta para um resultado mais apertado do que o esperado nas eleições nacionais de meio de mandato (26 de outubro).

“Prevemos uma política monetária mais restritiva para defender a estratégia cambial até lá. Com a incerteza do mercado se mantendo, nos afastamos, apesar dos níveis provavelmente muito mais baixos hoje”, aponta a equipe de análise. O índice Merval caía mais de 10% nesta segunda-feira (8), enquanto o peso argentino caía 7% como reação dos mercados.

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O banco espera uma política monetária ainda mais restritiva nas próximas semanas: “suspeitamos que as autoridades defenderão a estabilidade cambial o máximo possível entre agora e as eleições, visto que qualquer enfraquecimento considerável do peso argentino poderá reduzir ainda mais o apoio ao governo diante das eleições de meio de mandato, como parece já ter acontecido”.

Dito isso, pode ser razoável esperar que o peso fique mais fraco e potencialmente se aproxime do teto da banda cambial, apesar das altas taxas, avalia o Morgan. O banco acredita que, se isso acontecer, o banco central honrará o plano acordado com o FMI de vender dólares americanos. O Tesouro também poderá intervir, se necessário, como de fato anunciou na semana passada.

O banco vê um “período mais desafiador pela frente”. Em nota anterior, o Morgan apresentou os cenários potenciais até o final do ano. Esses resultados parecem aumentar a probabilidade do cenário central de baixa, no qual o mercado questiona a probabilidade de continuidade das reformas e aumenta a incerteza em relação às futuras fontes de financiamento externo (cenário de reversão das reformas).

Notavelmente, avalia, a incerteza deve permanecer alta até as eleições nacionais de meio de mandato, em 26 de outubro. “As eleições no Equador no início deste ano são didáticas quanto à sua evolução. Apesar do desempenho inicial abaixo do esperado devido a um resultado eleitoral surpreendente no primeiro turno, os mercados permaneceram fracos até o resultado efetivo do segundo turno. No final, o Equador apresentou o cenário reformista, o que ainda pode ocorrer na Argentina, mas o mercado precisava de confirmação antes de recuperar valores anteriores”, aponta.

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