
Paralisação atinge principais linhas do transporte público de Londres, com impacto econômico estimado em centenas de milhões de libras.
Os londrinos enfrentam graves transtornos no transporte à medida que uma greve dos trabalhadores da rede de metrô da cidade entrou em vigor total nesta segunda-feira (8).
As linhas do metrô da capital britânica foram em sua maioria suspensas devido à paralisação dos engenheiros, funcionários das estações e operadores de trem, que deve causar caos para os passageiros durante a maior parte desta semana. Os serviços da National Rail, da Elizabeth Line e do Overground também foram afetados, já que algumas rotas utilizam trilhos do metrô de Londres e passam por estações do Tube. Havia longas filas para os ônibus.
Os funcionários protestam contra salários e condições de trabalho. Uma proposta do sindicato RMT para reduzir a jornada contratual de 35 horas semanais não é considerada viável, segundo o Transport for London (TfL). O sindicato consultou seus membros sobre a greve antes da oferta de aumento salarial de 3,4% feita pelo TfL.
As paralisações podem custar à economia cerca de £230 milhões (R$ 1,6 bilhão), segundo estimativas do Centre for Economics and Business Research (CEBR). Esse valor não inclui impactos mais amplos, como a redução do consumo e a perda de produtividade, de acordo com Pushpin Singh, economista-chefe do CEBR.
Lojas, restaurantes e bares no centro de Londres devem ser os mais afetados pela greve, já que muitos profissionais do setor financeiro conseguem trabalhar remotamente de casa desde a pandemia.
A interrupção, que começou no final da semana passada quando alguns gerentes de controle operacional de depósitos entraram em greve no oeste de Londres, deve continuar até o final da manhã de sexta-feira, segundo o TfL. A Docklands Light Railway, que atende o importante distrito financeiro de Canary Wharf, também será impactada por uma greve separada, com serviços suspensos na terça (9) e na quinta-feira (11).
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