Nesse contexto, o Itaú BBA revisou suas projeções para as principais empresas de educação listadas, incorporando os resultados do 2º trimestre de 2025 e as tendências recentes do setor, sem considerar ainda os impactos completos do novo marco regulatório.
O banco mantém uma postura mais conservadora em relação ao setor, mas tende a preferir empresas com menor exposição a programas de ensino à distância, como Ânima (ANIM3) e Afya. A recomendação segue como equivalente à “compra” para ANIM3, sendo a principal escolha, mas com queda do preço-alvo de R$ 5,80 ao final de 2025 para R$ 5 ao fim de 2026.
Yduqs (YDUQ3)
O BBA reiterou recomendação market perform (desempenho igual a média do mercado, equivalente à neutro) para Yduqs, com preço-alvo de R$ 16 por ação. O banco projeta crescimento moderado de matrículas no digital e expansão na vertical híbrida do presencial no 2º semestre de 2025, com aumento de volume e ticket médio no segmento premium.
A receita líquida consolidada prevista é de R$ 5.618 milhões, EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 1,857 bilhão (margem 33,1%), lucro líquido ajustado de R$ 364 milhões e fluxo de caixa livre de R$ 523 milhões.
Cogna (COGN3)
O BBA reiterou recomendação market perform (desempenho igual a média do mercado, equivalente à neutro) para Cogna, com preço-alvo de R$ 3,30, devido às tendências setoriais e ao impacto do novo marco regulatório.
O BBA projeta crescimento robusto de receita na Kroton no 2º semestre de 2025, impulsionado por reajustes de preços para veteranos e volumes saudáveis nos segmentos presencial e EAD (ensino à distância).
Para a Vasta, o crescimento deve vir do aumento de ACV (Valor Anual de Contrato) e da contribuição positiva da vertical B2G (negócios com o governo), enquanto a Saber apresentará receita líquida mais fraca devido à sazonalidade do programa PNLD. A margem consolidada deve sofrer leve contração de 1,3 p.p. na base anual, com EBITDA ajustado de 32,6% e lucro líquido ajustado de R$ 579 milhões. O FCF projetado é de R$ 414 milhões.
Ânima (ANIM3)
O Itaú BBA manteve a classificação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente a compra) para Ânima, com preço-alvo de R$ 5 por ação. O banco projeta crescimento modesto de matrículas no 2º semestre de 2025, com foco em aumento de preços e redução de descontos.
O segmento Inspirali deve contribuir para a expansão da receita consolidada, estimada em R$ 3,942 bilhões. A margem EBITDA ajustada projetada é de 36,9%, o lucro líquido controladoria é estimado em R$ 123 milhões, e o fluxo de caixa livre (FCF) esperado é de R$ 290 milhões.
Cruzeiro do Sul (CSED3)
O Itaú BBA manteve a recomendação de compra para Cruzeiro do Sul, com preço-alvo de R$ 6 por ação. Apesar da expectativa de matrículas mais moderadas no 2º semestre de 2025, com melhor desempenho no EAD, a receita líquida consolidada projetada é de R$ 2,833 bilhões, com EBITDA ajustado de R$ 868 milhões (margem 30,7%) e lucro líquido ajustado de R$ 274 milhões.
Ser (SEER3)
O Itaú BBA manteve a classificação equivalente a neutro para Ser, com preço-alvo de R$ 12 por ação. O banco projeta crescimento positivo de matrículas no 2º semestre de 2025, impulsionado pelo programa Ser Solidário, que também deve elevar o ticket médio. A receita líquida consolidada projetada é de R$ 2,242 bilhões, com EBITDA ajustado de R$ 552 milhões (margem 24,6%) e lucro líquido ajustado de R$ 156 milhões.