
Durante o mês de setembro, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Gerência Executiva de Atenção à Saúde (Geas) e da Gerência Operacional de Atenção Básica (Goab), vai realizar oficinas macrorregionais sobre boas práticas na Atenção Primária à Saúde (APS). O ciclo de oficinas começou, nesta sexta-feira (5), em João Pessoa, no auditório da Reitoria da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), focando nos profissionais da estratégia de Saúde da Família, como médicos, enfermeiros e cirurgiões dentistas, com o objetivo de fortalecer o vínculo e a organização do cuidado em saúde.
De acordo com a secretária executiva de estado da Saúde, Renata Nóbrega, as oficinas visam fortalecer a atenção primária em saúde na Paraíba. “Estamos promovendo capacitação entre médicos, enfermeiros e dentistas para implementar mudanças no financiamento e melhorar práticas de atendimento, garantindo cuidados resolutivos antes de encaminhamentos a unidades de urgência”, destacou. As boas práticas incluem consultas médicas e de enfermagem, visitas domiciliares, vacinação, teleconsulta, verificação de peso e altura, entre outras.
As oficinas abordam sobre o novo financiamento da APS e a qualificação dos registros dentro do prontuário eletrônico, estimulando que os participantes atuem como multiplicadores nas 1.568 equipes de saúde da família no estado. A próxima oficina ocorrerá em 25 de setembro, para a 3ª macrorregião de saúde; e a última em 30 de setembro, para a 2ª macrorregião de saúde.
Segundo a gerente da Goab da SES, Roseanny Marques, essa agenda é uma continuidade do planejamento da gerência operacional de atenção básica e é voltada ao processo de educação permanente para o fortalecimento da APS. “Tivemos um primeiro encontro que foi realizado pelo Ministério da Saúde e direcionado aos gestores, secretários municipais e coordenadores de atenção primária e coordenadores de saúde bucal. Nesse momento, o foco da oficina é direcionado aos profissionais da estratégia de saúde da família, especialmente médicos, enfermeiros e cirurgiões dentistas. Essa agenda tem como principal objetivo compreender como o novo financiamento pode apoiar e potencializar o dia a dia dessas equipes, fortalecendo o vínculo e o acompanhamento, a forma como eles organizam o cuidado e as práticas de qualidade nos territórios”, concluiu.
O Ministério da Saúde apoia oficinas promovidas pela Secretaria de Saúde, visando melhorar práticas na atenção primária, qualificar assistência e estimular boas práticas entre profissionais e gestores, focando no cuidado comunitário e nos indicadores de saúde.
Para o apoio institucional da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps) do MS, Geísa Dias, o evento é uma repercussão dos seminários da APS nos territórios que o MS tem promovido em todo o país. “O evento da Paraíba é um dos primeiros a serem realizados, e o MS foi convidado para participar dando o apoio técnico, colaborando tanto com os apoiadores quanto com o apoio técnico da Goab, que é muito bem organizada e já programou as oficinas e momentos menores para todos os territórios, para discutir com os profissionais e com os gestores dos municípios, como executar e estimular melhor as boas práticas nos municípios, de forma que eles possam não só atingir os indicadores, mas também qualificar assistência nas unidades de saúde”, falou.
A realização deste ciclo de oficinas reflete o papel do profissional de saúde na mudança de paradigmas no atendimento ao paciente e na modificação da vida do ser humano acolhido pela APS, pois qualifica a informação obtida em consulta e faz com que essa seja realmente uma informação com base na visão total do paciente.
Segundo o diretor da 1ª macrorregião de saúde e representante do Cosems-PB, Alexandre César, a oficina é importante porque quebra paradigmas. “A oficina de boas práticas é crucial para humanizar a saúde no SUS, transformando pacientes de números em pessoas, qualificando informações e promovendo um atendimento integrado. Isso permite melhorar a saúde pública e substanciar reivindicações ao governo”, frisou.
As boas práticas na APS são o resgate da saúde da família e das ações que qualificam o cuidado na atenção à saúde, então a APS tem o escopo de ferramentas que as equipes precisam para renovar a movimentação do indicador que não é apenas financeiro, mas de resgate de um olhar para mais perto da população, trazendo um cuidado de base comunitária que só a APS é capaz de ofertar para a saúde do Brasil.






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