
A resistência de um grupo de moradores da Colônia Agrícola Samambaia, em Vicente Pires, contra a instalação de uma casa de acolhimento para mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade na região foi tema de discursos na tarde desta quarta-feira (3), no plenário da Câmara Legislativa.
O deputado Max Maciel (PSOL) criticou o posicionamento dos moradores contrários à instalação da casa de abrigo. “Quando o estado quer criar casas de acolhimento, a comunidade se junta para dizer não. O que a comunidade de Vicente Pires está fazendo é perverso. Dizem que a casa de abrigo não tem alvará, mas quantos prédios em Vicente Pires têm alvará? Isso não é argumento. Não é justo expulsar quem não tem onde morar. É uma casa para mulheres vítimas de violência. O pior de tudo é que ficamos sabendo que esses moradores fizeram uma churrascada para comemorar o fechamento da casa de acolhimento. Isso é cruel, eu peço que tenham amor ao próximo”, discursou.
Para o deputado Pastor Daniel de Castro (PP), a resistência é fruto de desinformação. “Na verdade a resistência não é da comunidade de Vicente Pires. O que está acontecendo é que um grupo de uma determinada localidade, de parte da Colônia Agrícola Samambaia, gente maldosa, no espírito de candidatura política, está contaminando a comunidade. Disseram que a casa seria um albergue, e sabemos que não é”, observou.

A resistência de comunidades contra a instalação de abrigos também foi apontada pelo deputado Fábio Félix (PSOL) como um entrave para os programas sociais. “Esse é um problema generalizado do Distrito Federal. É preciso que haja contextualização junto à população. Essas unidades de acolhimento têm que estar nas cidades. Várias comunidades se mobilizam contra a instalação de casas de acolhimento. As políticas públicas têm que ocorrer nas cidades. Senão, para onde vão jogar as pessoas?”, questionou.
Eder Wen - Agência CLDF
Direitos Humanos Brasil pede à OMS inclusão de CID de feminicídio
Direitos Humanos Maria da Penha pede rede direta de apoio para mulheres do interior
Direitos Humanos Polícia quer quebrar sigilo telefônico de réus por estupro coletivo Mín. 20° Máx. 32°