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Deputado estadual TH Joias é alvo de operação por acusação de ligação com Comando Vermelho

Deputado estadual TH Joias é alvo de operação por acusação de ligação com Comando Vermelho

03/09/2025 às 08h15
Por: Redação Fonte: Agência O Dia
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Deputado estadual TH Joias é alvo de operação por acusação de ligação com Comando Vermelho

Deputado estadual TH Joias é alvo de operação por acusação de ligação com Comando Vermelho.

 

Segundo investigações, parlamentar usa o mandato para favorecer o crime organizado, intermediando compra e venda de drogas, fuzis e equipamentos antidrones.

Rio - O deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, (MDB), é alvo de uma operação conjunta da Polícia Civil, Polícia Federal e do Ministério Público do Rio (MRPJ), na manhã desta quarta-feira (3). De acordo com as investigações, o parlamentar usa seu mandato para favorecer o crime organizado, intermediando a compra e venda de drogas, fuzis e equipamentos antidrones destinado a comunidades controladas pelo Comando Vermelho (CV).

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Entre os alvos da Operação Bandeirantes estão narcoterroristas, um assessor parlamentar e a mulher de um traficante, lotada em cargo parlamentar por indicação do deputado. São quatro mandados de prisão e cinco de busca e apreensão. Agentes estiveram na casa de TH Joias, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, mas não o encontraram. As equipes também atuam na Freguesia, ainda na Zona Oeste, e em Copacabana, na Zona Sul.

Segundo a Policia Civil, houve movimentações financeiras suspeitas envolvendo empresas ligadas a Thiego, com alertas sucessivos emitidos por instituições financeiras, reforçando a prática de lavagem de dinheiro. O secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, destacou a gravidade do caso.

"Estamos diante de uma investigação que comprova a infiltração direta do crime organizado dentro do parlamento fluminense. O deputado eleito para representar a sociedade colocou seu mandato a serviço da maior facção criminosa do Rio de Janeiro. A 'Operação Bandeirante' é mais uma demonstração de que não haverá blindagem política para criminosos: seja traficante armado na favela ou de terno na Assembleia, a resposta do Estado será a mesma", disse.

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A corporação destacou que, com as provas reunidas, a operação evidencia o papel central do deputado na articulação criminosa, consolidando uma ligação direta com o CV e sua atuação para expandir os interesses da facção.

Denúncia

A Procuradoria-Geral de Justiça do MPRJ denunciou Thiego e outras quatro pessoas por associação para o tráfico de drogas e comércio ilegal de armas de fogo de uso restrito.

De acordo com a denúncia, os acusados mantinham vínculos estáveis com o Comando Vermelho, atuando nos Complexos da Maré, do Alemão e na comunidade de Parada de Lucas, todos na Zona Norte. O grupo é acusado de intermediar a compra e venda de drogas, armas e equipamentos antidrones utilizados para dificultar operações policiais nos territórios ocupados pela facção.

Para o MPRJ, TH Joias usou o seu mandato para favorecer a organização criminosa, inclusive nomeando comparsas para cargos na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj). Ainda segundo a denúncia, o deputado é acusado de intermediar diretamente o comércio de entorpecentes e de armas, realizando pagamentos a integrantes do CV

Outro denunciado é apontado como uma das lideranças da facção, responsável pelo controle financeiro e pela autorização de pagamentos vultosos, incluindo a autorização para a compra dos antidrones.

Um terceiro denunciado exercia a função de tesoureiro, encarregado de armazenar drogas, guardar valores milionários, efetuar pagamentos e intermediar negociações de armas e munições.

Um quarto denunciado atuava como fornecedor de equipamentos especializados à facção, em especial os dispositivos antidrones. Ele também era responsável pelos testes em campo e ensinava outros membros da facção a operá-los. De acordo com a Procuradoria-Geral de Justiça, paralelamente, o acusado ocupava o cargo de assessor parlamentar, indicado pelo deputado, como forma de encobrir as atividades ilícitas.

Ainda segundo a denúncia apresentada à Justiça, a quinta acusada havia sido nomeada para um cargo comissionado na Alerj e sua função era servir de elo entre o grupo e o Legislativo. A assessora contribuía para acobertar o papel desempenhado pelo tesoureiro, com quem é casada.

Questionada, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) ainda não respondeu. O espaço está aberto para manifestação.

A reportagem tenta localizar a defesa do deputado.

 

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