
Advogados afirmam que ex-diretor da Abin fazia “espécie de diário” e que não há provas de que textos foram entregues a Bolsonaro.
A defesa do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), negou nesta terça-feira (2) que o parlamentar tenha atuado na elaboração de mensagens para desacreditar o sistema eletrônico de votação.
Segundo o advogado Paulo Renato Garcia Cintra, os documentos encontrados durante a investigação — identificados como presidente.docx e presidenteinformatse.docx — seriam apenas anotações pessoais de Ramagem.
“Esses documentos, basicamente, eram anotações. Desde o interrogatório ao qual Alexandre Ramagem foi submetido perante autoridade policial, salvo engano em julho do ano passado, ele sempre falou: ‘Eu não passo anotações de tudo’”, afirmou o advogado.
Segundo a defesa, Ramagem costumava registrar ideias em uma “espécie de diário” e não há provas de que esses textos tenham sido entregues ao então presidente Jair Bolsonaro (PL). “Não há elementos nos autos, elementos de informação, elementos de prova que demonstrem que esses documentos tenham sido transmitidos ou entregues ao então presidente da República. Não há”, completou Cintra.
Ramagem é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ter buscado indícios para sustentar teses de fraude na eleição presidencial de 2022, em que Bolsonaro foi derrotado. A defesa, porém, insiste que os arquivos não passaram de registros privados e não têm relação direta com a articulação da suposta trama golpista.
A Primeira Turma do STF, presidida pelo ministro Cristiano Zanin, abriu nesta manhã a análise da denúncia contra o chamado “núcleo crucial” da suposta trama golpista, apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como responsável por articular medidas para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a eleição de 2022.
O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, apresentou um relatório de quase duas horas, resumindo as investigações conduzidas pela Polícia Federal e as alegações finais do processo. O julgamento terá sessões extraordinárias até 12 de setembro.
Além de Bolsonaro, respondem na ação:
• Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor-geral da Abin;
• Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
• Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF;
• Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;
• Mauro Cid, tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
• Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
• Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, candidato a vice-presidente em 2022.
Os oito réus são acusados de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado por violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. No caso de Ramagem, parte das acusações foi suspensa por decisão da Câmara dos Deputados.
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