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Quem é o empresário que tentou fugir de lancha de operação da PF que mirou PCC
Quem é o empresário que tentou fugir de lancha de operação da PF que mirou PCC
01/09/2025 19h20
Por: Redação Fonte: Metropoles

Quem é o empresário que tentou fugir de lancha de operação da PF que mirou PCC.

 

Empresário tentou fuga de lancha durante operação da Polícia Federal contra esquema bilionário de adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro.

Durante a operação da última quinta-feira, 28, contra uma organização criminosa suspeita de adulterar combustíveis e lavar dinheiro por meio de empresas do setor e fintechs na Faria Lima, o empresário Rafael Renard Gineste tentou escapar por meio de uma lancha. Ele acabou detido pelos policiais na embarcação de luxo ancorada em Bombinhas, Santa Catarina. A ação prendeu outras cinco pessoas em outros locais. A defesa de Gineste não foi encontrada para se manifestar.

Nas imagens exibidas neste domingo pelo Fantástico, investigadores renderam o empresário. “Jogou fora o celular”, diz um policial antes de anunciar a abordagem: “Polícia Federal”, diz ele, determinando que o empresário deitasse na lancha, que estava há 250 quilômetros da residência de Gineste, em Curitiba, onde os policiais também fizeram buscas.

Rafael Renard Gineste é sócio-administrador da F2 Holding Investimentos. Segundo os investigadores, seria integrante do núcleo financeiros da organização, que cuidava de movimentar valores usando empresas de fachada e holdings. As empresas, postos de combustíveis e fundos de investimento serviriam para dar aparência de licitude aos recursos.

Operação Carbono Oculto.

Polícia Federal divulga vídeo de empresário tentando fugir em lancha de luxo.

Ao todo, foram expedidos 14 mandados de prisão preventiva, mas apenas seis foram cumpridos até agora. pic.twitter.com/VFJmAvnH94

— Denise X (@denise_mury) September 1, 2025

Segundo o portal Metrópoles, antes da operação, ele já havia sido um dos 42 condenados na primeira fase da Operação Publicano, do Ministério Público do Paraná. Na ocasião, a acusação era de uma rede de corrupção dentro da Receita Estadual do Pará, que pagaria propinas a auditores fiscais para que seus impostos fossem reduzidos. Ele chegou a ser condenado a quatro anos e oito meses de prisão por corrupção ativa.

Decisão da Justiça

Na quinta-feira, a Justiça decretou a prisão de 14 envolvidos em fraudes no setor de combustível que movimentaram R$ 23 bilhões. Entre os acusados que tiveram a prisão decretada estão os empresários Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Loco, e Mohamad Hussein Mourad, o Primo, apontados como verdadeiros donos do antigo grupo Aster/Copape. Eles não foram encontrados para se manifestar.