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Governo do Paraná e Banco Mundial se reúnem para tratar do Programa de Segurança Hídrica

Nesta fase, Estado e a instituição financeira aprimoram o programa. Com investimento de cerca de R$ 1,6 bilhão, o PSH busca promover a segurança p...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
01/09/2025 às 16h20
Governo do Paraná e Banco Mundial se reúnem para tratar do Programa de Segurança Hídrica
Foto: Leonardo Sguarezi/SEPL

O Governo do Paraná e o Banco Mundial voltam a se encontrar em reuniões presenciais em mais uma missão sobre o Programa de Segurança Hídrica (PSH). Os encontros envolvendo a instituição financeira e as secretarias estaduais começaram nesta segunda-feira (1º) e vão até sexta (5). A abertura ocorreu na Sala de Situação, na sede da Secretaria do Planejamento.

O programa é uma iniciativa multissetorial, com investimento de US$ 263 milhões - o equivalente a cerca de R$ 1,6 bilhão -, dos quais, US$ 186 milhões serão financiados pelo Banco Mundial e US$ 77 milhões de contrapartida do Estado. O objetivo é promover a segurança hídrica para usos múltiplos no Paraná, no contexto das mudanças climáticas, aumentar a disponibilidade de água, inclusive para expansão das áreas agrícolas.

Representantes do Banco Mundial já estiveram no Estado em março e em julho de 2025. Na última ocasião, realizaram visitas de campo nas cidades de Maringá, Umuarama, Loanda, Cianorte e Curitiba. Os participantes conheceram realidades da segurança e insegurança hídrica, soluções no manejo agrícola e agropecuário para proteger nascentes, sistemas de irrigação por gotejamento, canalização de água da chuva para conter erosões, entre outras ações.

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"O Banco Mundial está de volta ao Paraná para realizarmos os ajustes no nosso Programa de Segurança Hídrica, uma iniciativa construída a muitas mãos, com representantes de diversas secretarias e entidades”, explicou o secretário estadual do Planejamento, Ulisses Maia. “Esse investimento essencial é a nossa garantia de que não faltará água no futuro, permitindo um planejamento sustentável para assegurar o abastecimento para todos os paranaenses".

Além da secretaria do Planejamento, o Banco Mundial se reunirá com equipes técnicas das secretarias de Agricultura e Abastecimento (Seab) e das Cidades (Secid), Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Instituto Água e Terra (IAT), Controladoria Geral do Estado (CGE) e Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR).

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Segundo o secretário das Cidades, Guto Silva, essa instância de diálogo com o Banco Mundial ajuda a estruturar um grande projeto para garantir a produção e a preservação de água a médio e longo prazo, visto que a segurança hídrica é assunto estratégico para o Paraná. “Este é um espaço para pensar a médio e longo prazo esse recurso que está no DNA produtivo do Paraná, sobretudo no agronegócio”, disse o secretário Guto Silva.

A Secretaria das Cidades trata da Política Estadual de Saneamento Rural, que objetiva atender áreas não cobertas pela Sanepar. “Vamos coordenar ações, sob a ótica do Novo Marco Legal do Saneamento, fazendo um trabalho de prevenção às mudanças que impactem o dia a dia da população e a produção do agronegócio”, explicou.

Os resultados esperados com o PSH são a ampliação do uso adequado e regularizado dos recursos hídricos, da disponibilidade sustentável de água para diversos tipos de usos e da área cultivada com boas práticas sustentáveis de manejo do solo, água e ambiental.

“O Banco Mundial vem para nos permitir dar um salto ainda maior adiante. Cuidar do meio ambiente, preservar o momento e pensar no futuro. Aumentar a produção de alimentos, cuidando da água, criando ambientes favoráveis dentro das cidades e levando a qualidade de vida para o produtor rural no campo”, analisou o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes.

PASSOS À FRENTE–O Programa de Segurança Hídrica foi autorizado pela Comissão de Financiamentos Externos (COFIEX), órgão colegiado e integrante da estrutura do Ministério do Planejamento e Orçamento, em dezembro de 2024, sendo o início da preparação e operação da documentação junto ao Banco Mundial.

“O Paraná está alguns passos à frente dos demais estados porque tem uma capacidade instalada e já sabe da importância de desenvolver um programa de segurança hídrica”, disse o chefe da Unidade de Água para a América Latina do Banco Mundial, David Michaud. “Essa visão que o Governo do Paraná tem de fazer trabalhar todas essas instituições de maneira coordenada para assegurar a segurança hídrica é única. Outros governos fazem apenas atividades individuais”, analisou Michaud.

O programa também busca o desenvolvimento da qualidade dos recursos hídricos e da biodiversidade associada; a resiliência da produção agropecuária ao déficit hídrico; o acesso ao saneamento básico no meio rural e da coleta e destinação de efluentes da produção rural. Além disso, também objetiva a redução de conflitos de uso dos recursos hídricos, do risco de indisponibilidade hídrica no abastecimento urbano e da erosão em áreas urbanas, peri-urbanas e rurais suscetíveis.

PRESENÇAS– Participaram do encontro de abertura da Missão de Preparação do PSH, a gerente do projeto no Banco Mundial, Marie-Laure Lajaunie; o diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Natalino Avance de Souza; o diretor de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do Instituto Água e Terra (IAT), José Luiz Scroccaro; o diretor-geral da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), Rodrigo Rodrigues; o diretor-geral da Secretaria do Planejamento, Domingos Trevizan; a controladora-geral do Estado, Izabel Marques; o diretor de Desenvolvimento e Integração da Secid, Marcos Marini, e o diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Julio Gonchorosky.

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