
De acordo com dados recentes levantados pela MIA – Market Intelligence Application, plataforma de dados em CSC do IEG, 70% dos Centros de Serviços Compartilhados (CSCs) afirmam que, em 2025, darão prioridade à capacitação dos funcionários em relação à cultura e aos valores da organização.
Para Pedro Moi, sócio do IEG e Responsável pela MIA, a cultura organizacional deixou de ser apenas uma opção e se tornou um pilar estratégico para o crescimento das empresas.
“CSCs com cultura forte conseguem manter princípios como melhoria contínua e excelência operacional. Eles também passam de estruturas meramente operacionais para núcleos estratégicos da empresa, entregando resultados mais consistentes porque seus colaboradores estão genuinamente engajados com o propósito”, analisa.
Ainda segundo o profissional, a pressão crescente por mais otimização e por resultados sustentáveis leva os líderes a compreenderem que, sozinhos, não conseguem alcançar resultados plenos. Pedro explica que é necessário que a equipe entenda que o CSC vai além da centralização de processos.
“Os times precisam ter, no dia a dia, a cultura viva deste modelo de Serviços Compartilhados que reforça a melhoria contínua, a excelência operacional e o foco no cliente. Somente assim, conseguirão ter ideias para pensar em alternativas que permitam continuar evoluindo e inovando, mesmo com recursos limitados”, afirma.
Cultura organizacional ganha protagonismo
A pesquisa da MIA também aponta uma evolução de 2024 para 2025: no ano passado, 56% dos CSCs planejavam investir em capacitação de cultura organizacional; hoje, 70% das organizações aderem à iniciativa.
O foco dos CSCs, conforme Pedro explica, é sempre buscar a redução de custos, o ganho de eficiência e a melhoria da experiência do cliente. “Vemos investimentos massivos em IA (58%), automação (57%) e inovação (53%). A diferença fundamental é que, antes, a cultura era vista como consequência da busca por resultados, agora é reconhecida como catalisadora dos resultados, especialmente em cenários de transformação digital”, detalha.
O especialista destaca duas práticas e metodologias emergentes que os CSCs têm implementado para institucionalizar a cultura como prioridade:
A mudança de mentalidade das empresas pode ser atribuída à maturação do modelo de CSCs, uma vez que as lideranças estão mais cientes de que, para alcançar novos patamares de excelência e eficiência, não basta investir apenas em tecnologia e processos.
“O fator humano é o grande diferencial. A crescente competitividade e a necessidade de entregar cada vez mais valor ao negócio fizeram com que as empresas entendessem que uma cultura forte é o que sustenta a estratégia”, finaliza o sócio do IEG e Responsável pela MIA.
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