
Na sexta-feira, o dólar à vista fechou em baixa de 0,99%, a R$ 5,4227.
Após recuar quase 1% na última sexta-feira, em reação positiva ao discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no simpósio de Jackson Hole, o dólar à vista opera em leve alta frente ao real nesta segunda-feira (25), enquanto o mercado acompanha de perto novidades sobre o impasse comercial entre Brasil e Estados Unidos.
Às 10h32, o dólar à vista operava em ligeira alta de 0,03%, a R$ 5,428 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,06%, a R$ 5,440.
Na sexta-feira, o dólar à vista fechou em baixa de 0,99%, a R$5,4227.
O Banco Central fará nesta sessão um leilão de até 25.500 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1º de setembro de 2025.
O real devolvia uma pequena parte do forte ganho obtido na sexta, quando as falas de Powell no simpósio de Jackson Hole, evento promovido pelo Fed, fomentaram as expectativas de que o banco central dos EUA retomará os cortes na taxa de juros a partir de setembro.
Em seu discurso, o chair do Fed reconheceu que os riscos para o mercado de trabalho norte-americano estão crescendo, acrescentando que a perspectiva básica do banco é de que a política monetária será reajustada devido ao seu patamar contracionista.
Powell não indicou quando ou em qual velocidades os juros poderão cair e apontou que os dados a serem divulgados antes da reunião de 16 e 17 de setembro serão fundamentais para determinar a decisão do Fed.
Com o aumento das apostas de redução dos juros por operadores, o que torna ativos dos EUA menos atrativos de forma geral, o dólar recuou 0,99%, a R$5,4227, no pregão anterior, o que abria espaço para uma correção de preço nesta segunda-feira.
Ao longo desta semana, os agentes financeiros analisarão uma série de dados econômicos. No Brasil, os destaques serão os números do IPCA-15 de agosto, na terça-feira, e o relatório de emprego do Caged, na quinta-feira.
Já no cenário externo, os mercados globais avaliarão a segunda estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA para o segundo trimestre, na quinta, e dados do índice PCE de julho — o indicador de inflação preferido do Fed –, na sexta-feira.
“O mercado continua especulando sobre a disposição do Fed em cortar juros no mês que vem. O discurso de Powell deixou o caminho em aberto, mas a agenda da semana deve trazer respostas mais objetivas”, disse Diego Costa, head de câmbio para o Norte e Nordeste da B&T XP.
O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,08%, a 97,926.
O mercado doméstico também aguarda novidades sobre o impasse comercial entre Brasil e EUA, à medida que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua tentando negociar a tarifa de 50% imposta por Washington sobre produtos brasileiros.
A percepção dos agentes segue sendo de que as relações bilaterais foram agravadas depois da decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, na prática, impede que o ministro Alexandre de Moraes sofra as consequências das sanções econômicas impostas pelos EUA.
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