A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil anunciou, neste domingo (24), a retomada da emissão de vistos para estudantes brasileiros, com a inclusão de uma nova exigência para aprovação. Segundo comunicado publicado na rede social X, os solicitantes dos vistos F, M e J — destinados a estudantes e programas de intercâmbio — deverão deixar seus perfis em redes sociais em modo público.
“Agora é obrigatório deixar suas redes sociais em modo ‘público’ ao solicitar esses vistos. Agendamentos já foram retomados”, informou a embaixada.
A publicação acrescenta que a medida tem como objetivo “permitir que sejam feitas as verificações necessárias para avaliar se o solicitante atende aos requisitos para entrada nos Estados Unidos”.
O agendamento para esses tipos de visto havia sido suspenso temporariamente para adequação da nova regra, anunciada originalmente em junho deste ano. A exigência passa a valer para todas as redes sociais vinculadas ao candidato, sob pena de negativa na solicitação do documento.
Os vistos F, M e J são de não-imigrante e voltados exclusivamente para estudantes. O visto F é destinado a programas acadêmicos, como universidades e cursos de línguas. O M atende cursos técnicos, enquanto o J é voltado a programas de intercâmbio. Até o momento, não há indicação de que a obrigatoriedade será aplicada a outros tipos de vistos, como turismo e trabalho.
Paralelamente, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou na última quinta-feira (21) a suspensão da emissão de vistos de trabalho para motoristas de caminhão comercial.
Segundo ele, o “número crescente de motoristas estrangeiros” operando grandes caminhões com reboque nas rodovias americanas “está colocando vidas americanas em risco e minando os meios de subsistência dos caminhoneiros americanos”.
A medida faz parte de uma política de endurecimento em relação à imigração. De acordo com informações da agência Associated Press, o governo Trump estaria revisando a situação de mais de 55 milhões de pessoas com vistos válidos, em busca de irregularidades que possam resultar em deportação, o que marca, segundo a agência, “uma crescente repressão” a estrangeiros que vivem legalmente nos EUA.