O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, afirmou em mensagem pelo Dia da Bandeira que não entregará o território ucraniano ao ocupante.
“Esta bandeira é a meta e o sonho de muitos dos nossos compatriotas nos territórios temporariamente ocupados da Ucrânia. Eles a protegem, a mantêm a salvo, porque sabem que não entregaremos nossa terra ao ocupante”, disse Zelensky em publicação em sua conta no X.
Segundo o presidente, a bandeira dá a quem retorna do cativeiro a sensação de estar em casa e transmite fé aos que vivem em áreas sob ocupação.
“Essa mesma bandeira encarna um sentimento de libertação para aqueles que resgatamos do cativeiro russo. Quando veem as cores ucranianas, entendem que o mal chegou ao fim”, afirmou.
Zelensky destacou ainda que a bandeira simboliza “o que há de mais precioso” para centenas de milhares de combatentes, homens e mulheres de toda a Ucrânia, que arriscam suas vidas não apenas em regiões específicas, mas pela defesa de todo o Estado ucraniano.
A mensagem foi divulgada após ataques noturnos contra a região de Sumy, na sexta-feira (22). Segundo o Serviço Estadual de Emergências, os municípios de Novoslobodsky e Vorozhbyansky foram atingidos por bombardeios que danificaram prédios residenciais e comerciais e provocaram incêndios, já controlados pelas equipes de emergência. Não houve registro de feridos.
O chefe da administração regional de Sumy, citado pela agência local Ukrinform, afirmou que os ataques fazem parte de uma série de agressões contínuas contra a infraestrutura civil da região, exigindo monitoramento constante da segurança da população.
Em paralelo, outras regiões do país também foram alvo de ofensivas russas. A região de Zaporizhzhia sofreu 448 ataques em 17 localidades, incluindo bombardeios aéreos, disparos de lançadores múltiplos de foguetes e drones FPV, segundo informou o governador Ivan Fedorov.
Apesar da intensidade, não houve vítimas civis, mas 37 casas e estruturas de infraestrutura foram destruídas. Fedorov ressaltou que as fortificações em Zaporizhzhia foram construídas por trabalhadores locais próximos à linha de frente, o que reduziu custos e aumentou a resistência aos ataques.
Em Sumy, as equipes de emergência seguem avaliando os danos para evitar novos riscos e garantir a segurança da população, enquanto autoridades locais coordenam ações com as forças de defesa.
Em coletiva realizada em Kiev, também na sexta-feira, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, e Zelensky destacaram os principais desafios e prioridades diplomáticas para uma eventual resolução do conflito iniciado em 2022.
“Será essencial contar com garantias de segurança sólidas, e é isso que estamos definindo agora”, afirmou Rutte.
Segundo ele, essas garantias operam em dois níveis: o primeiro consiste em assegurar recursos e preparo às forças armadas ucranianas para a defesa do território em caso de um acordo de paz ou cessar-fogo; o segundo envolve compromissos internacionais de potências ocidentais.
“O segundo nível serão as garantias fornecidas pela Europa e pelos Estados Unidos, e é nisso que estamos trabalhando”, explicou.
De acordo com Rutte, o objetivo é impedir que a Rússia volte a iniciar novos conflitos. “Estamos trabalhando juntos — Ucrânia, europeus e Estados Unidos — para garantir que as garantias de segurança sejam tão firmes que Vladimir Putin, sentado em Moscou, nunca mais ouse atacar a Ucrânia”, declarou