O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (22), durante a cúpula de países amazônicos na Colômbia, que a realização da COP30 em Belém permitirá que o mundo conheça os desafios ambientais da região.
“Seria mais fácil fazer a COP em um país rico. A gente está fazendo na Amazônia, em situações, sabe… Não é como Paris, como Dubai. Não vai ser em nenhum lugar chique desse. É a Amazônia. E a gente quer que as pessoas vejam a real situação. Das floresta, dos nossos rios, dos nossos povos que moram lá, para a gente saber que temos uma tarefa quase hercúlea, para que a gente possa cuidar dessa questão climática”, declarou Lula.
O presidente destacou ainda que está tratando a conferência “como se fosse uma coisa muito importante” em sua vida e ressaltou a expectativa de resultados concretos. “Não quero fazer da COP um desfile de discurso, de panfletos, de ideias e conclusão zero. Quero conclusão para ver se a gente dá um passo adiante e sai da mesmice que estamos”, afirmou.
Lula informou que todos os líderes globais estão sendo convidados, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Ele está sendo convidado para ir na COP. E cada presidente vai receber uma carta, uma carta com a minha assinatura. Não é uma carta eletrônica, não, é com a minha assinatura, que depois eles [vão] demonstrar se vão tratar com seriedade essa COP ou não.” Trump já indicou que não deve comparecer.
Com a realização do evento marcada para daqui a cerca de 80 dias, apenas 47 dos 196 países participantes confirmaram presença e garantiram hospedagem em Belém, segundo dados da Casa Civil e da Secop (Secretaria Extraordinária para a COP30). Entre eles, 39 já reservaram acomodações pela plataforma oficial disponibilizada pelo governo federal, a maioria de economias em desenvolvimento. A lista completa dos países não foi divulgada.