
Guarapuava se transformará, entre os dias 29 de setembro e 3 de outubro, no centro das atenções da ciência paranaense. Sediado pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), o Paraná Faz Ciência 2025 promete ocupar não só os espaços da universidade, mas também o imaginário da população com atividades que unem conhecimento, cultura, diversidade e inovação.
Criado em 2021, ainda no contexto da pandemia, o Paraná Faz Ciência nasceu com o propósito claro de popularizar o conhecimento científico e aproximá-lo das pessoas. Desde então, o evento cresceu. Nas edições presenciais em Londrina (2023) e Maringá (2024), atraiu dezenas de milhares de participantes e consolidou-se como o maior evento científico do estado, e um dos mais importantes do País.
Em 2025, Guarapuava entra nessa rota. A cidade será palco da 5ª edição do evento, que antecede a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), seguindo o tema nacional da Cultura Oceânica, mas com foco regional nas mudanças climáticas e seus impactos sociais, ambientais e econômicos, com o tema “Ciência, Tecnologia, Inovação na Ação contra a Mudança Global do Clima”.
Na Unicentro, universidade responsável pela organização, a mobilização começou há algum tempo. Segundo a coordenadora geral do evento, professora Marquiana Vilas Boas Gomes, a programação foi pensada e articulada de forma a provocar reflexões e propor soluções para os desafios ambientais que o estado do Paraná e o mundo enfrentam.
“A proposta é discutir não apenas as causas e consequências desses eventos extremos, como estiagens, enchentes, ondas de calor e vendavais, mas também estratégias de adaptação, resiliência e mitigação, especialmente no contexto local. Em parceria com o NAPI Emergência Climática, coordenado pelo professor Francisco Mendonça, a programação incluirá conferências, fóruns e mesas-redondas, com foco na educação e no papel dos jovens na transformação cultural necessária para enfrentar a crise climática”, explica.
Para ela, o Paraná Faz Ciência 2025 é uma oportunidade única de reunir pesquisadores, estudantes e a comunidade em torno de uma programação intensa e interativa. Estão previstas mostras científicas, feiras de profissões, oficinas, exposições, apresentações culturais e fóruns de debate. Tudo isso aberto ao público das 9h às 21h. “Teremos uma programação diversa, com oficinas, minicursos, museus, planetários e mostras interativas que aproximam a ciência da população”, reforça.
Diversos outros eventos estão englobados dentro do Paraná Faz Ciência, como a já famosa Jornada Educatech de Guarapuava, que contará com cerca de 400 jovens apresentando seus projetos de ciência e tecnologia, e a primeira mostra da Rede de Clubes de Ciência do Paraná, com participação de 65 municípios.
Para o reitor da Unicentro, Fábio Hernandes, sediar o Paraná Faz Ciência é mais do que uma honra, é transformar a vida das pessoas. “O Paraná Faz Ciência tem como objetivo despertar nos estudantes o interesse pela ciência, pela inovação, pela tecnologia e pela educação, mostrando como esses temas podem transformar vidas”, afirma.
LOGÍSTICA– Por trás de toda a estrutura, há uma complexa organização em funcionamento. Financiado pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), por meio da Fundação Araucária, os preparativos envolvem desde a logística de acolhimento dos participantes até o diálogo com escolas, secretarias municipais e instituições parceiras.
“Além de toda a infraestrutura do Centro de Eventos, nós vamos ampliar sua área em 3 mil m² para abrigar toda a estrutura, que inclui espaços como o Educatech, feira dos clubes de ciência, mostras de extensão e pós-graduação, feira de profissões, espaço kids, praça de alimentação em parceria com a Abrasel e até uma tenda de circo para atividades culturais”, afirma o responsável pela coordenação administrativa do evento, Jefferson Carraro.
Durante os cinco dias de evento, o Paraná Faz Ciência 2025 quer encantar, provocar e transformar. Para isso, aposta em uma programação diversa e acessível, com atrações que dialoguem com todas as idades, interesses e áreas do saber. Haverá, também, atividades descentralizadas no Câmpus de Irati.
A proposta é permitir que o público vivencie a ciência de forma prática e divertida. Os eixos temáticos do eventos são Ciência, Tecnologia e Inovação na Ação Contra a Mudança Global do Clima; Mostra Interativa de Ciência, Tecnologia e Inovação; Ciência na Prática; Redes Colaborativas de Ciência, Tecnologia e Inovação; Cultura e Arte; e Território, Ciência e Compromisso Social.
APOIO– O Paraná Faz Ciência conta com apoio da Prefeitura de Guarapuava na organização, além de ter parcerias com o Fórum de Inovação da cidade, a Associação Comercial (ACIG), a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), e de instituições de ensino privadas da cidade. “Temos também o apoio de entidades relacionadas à pesquisa, ensino, extensão e inovação, como a Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária (FAPA), da Cooperativa Agrária Agroindustrial”, acrescenta Jefferson.
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