Os Jogos Mundiais de Robôs Humanoides 2025 começaram na quinta-feira (14) em Pequim, reunindo 280 equipes de 16 países. Durante três dias, os participantes competem em 26 modalidades no National Speed Skating Oval, em provas que incluem futebol, corridas, boxe, artes marciais e tarefas aplicadas, como transporte de materiais e separação de medicamentos.
â¯ï¸ Uma disputa inédita de 42 robôs humanoides competindo na final dos 1.500 metros dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides de 2025, marcou a cidade de Pequim, nessa sexta-feira (15/8). A prova reuniu tecnologia de ponta em tomada de decisão e movimento colaborativo, e consagrou o… pic.twitter.com/1bLWEwj3J2
— Metrópoles (@Metropoles) August 15, 2025
As partidas de futebol, disputadas em equipes de três contra três e cinco contra cinco, contam com robôs equipados com sensores visuais de alta velocidade para acompanhar a bola. Apesar de quedas frequentes, os robôs retornam rapidamente à atividade, auxiliados por equipes técnicas que realizam reparos imediatos.
Para os organizadores e competidores, o torneio funciona como vitrine e espaço de testes para avanços na área. “Os principais desafios hoje são comunicação e coordenação, já que a maioria dos robôs ainda atua de forma individual”, afirmou Li Zi’ao, estudante da North China Electric Power University e líder de uma equipe de futebol de robôs, em entrevista à agência estatal Xinhua.
Além do futebol, as corridas de 400 e 1.500 metros também demonstram o estágio atual da tecnologia. De acordo com Xue Qingheng, da empresa Inter City Technology, um robô da equipe completou os 1.500 metros em 14 minutos, desempenho considerado superior ao registrado em abril, quando participou de uma meia-maratona de robôs.
No setor de combates, os confrontos destacam a importância da resistência estrutural e da estabilidade dos algoritmos. “Se a estrutura não suporta colisões, falha. E se o algoritmo de equilíbrio não funciona, um simples empurrão pode derrubar o robô”, disse Deng Huasheng, da Unitree Robotics.
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Também foram realizadas provas voltadas a aplicações práticas, como logística e saúde. Segundo o pesquisador Wang Xu, do Jianghuai Advanced Technology Center, o objetivo é desenvolver soluções mais eficientes em áreas como estabilidade de chassis, precisão dos braços robóticos e controle térmico.
Especialistas apontam que competições desse tipo funcionam como testes de desempenho para a robótica e a inteligência artificial. “Os robôs humanoides hoje estão em estágio inicial de desenvolvimento, mas com potencial de expansão no futuro”, afirmou Xue.
Os Jogos seguem até domingo (17), apresentando ao público tanto desafios técnicos quanto diferentes aplicações da robótica.