Da condenação ao “exílio”
Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão por participação na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ação realizada com apoio do hacker Walter Delgatti Neto.
Dias após a condenação, deixou o país e informou estar na Itália. O ministro Alexandre de Moraes expediu mandado de prisão preventiva, e a parlamentar foi detida em território italiano no fim de julho.
Mesmo foragida, Zambelli mantém presença digital ativa. Desde junho, utiliza um perfil alternativo no Instagram para publicar críticas ao STF e ao governo federal. Em um vídeo recente, associou o aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos ao que chamou de “Taxa Moraes”, acusando o ministro de agir como “ditador”.
Atuação política à distância
Além de atacar adversários, Zambelli tem usado as redes para reforçar laços com aliados políticos. Em publicações, elogiou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e agradeceu o apoio do líder do PL, Sóstenes Cavalcante. Também demonstra confiança no processo em curso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que decidirá sobre a perda de seu mandato.
A deputada ainda mantém presença na plataforma Substack, onde descreve sua situação como “exílio” e compartilha textos com sua mãe, Rita Zambelli, em defesa da própria narrativa.