Lula minimizou a importância da avaliação que recebe entre empresários, afirmando que não considera o segmento parte de sua base eleitoral. A fala ocorre em meio à pressão do setor produtivo por um plano de contingência para enfrentar o tarifaço de 50% imposto por Donald Trump sobre produtos brasileiros.
“Eu nunca me preocupei com o comportamento eleitoral do empresariado, porque acho que a maioria nunca votou em mim. Comigo tem uma questão de pele, sabem de onde eu vim, sabem da minha origem, não deixo de dizer de que lado eu tô, pra quem eu governo”, disse.
O presidente acrescentou que governa para todos, mas tem “preferência de ajudar o povo pobre a sair da miséria”.
Pacote de apoio e cenário nas pesquisas
Na mesma entrevista, Lula anunciou que assinará medida provisória com crédito de R$ 30 bilhões para setores afetados pelas tarifas dos EUA.
Conforme a última pesquisa Datafolha, sua avaliação segue estável: 40% consideram o governo ruim ou péssimo e 29% o avaliam como ótimo ou bom. Na rodada anterior, eram 40% de reprovação e 28% de aprovação, enquanto o índice de regular recuou de 31% para 29%.