
Mais de 5 mil mulheres indígenas, de todas as regiões e biomas do Brasil, participaram da IV Marcha das Mulheres Indígenas e a 1ª Conferência Nacional das Mulheres Indígenas, realizadas entre 4 e 7 de agosto, em Brasília. A mobilização histórica uniu luta, escuta e construção coletiva de políticas públicas voltadas para as mulheres indígenas.
A Bahia participou com uma delegação expressiva: mais de 450 mulheres indígenas, representando diferentes povos e territórios do estado.
Com o tema "Mulheres Guardiãs do Planeta pela Cura da Terra", a Conferência Nacional ocorreu paralelamente à Marcha. Durante três dias, os debates foram organizados em cinco eixos temáticos: Direito e Gestão Territorial; Emergência Climática; Políticas Públicas e Violência de Gênero; Saúde; e Educação e Transmissão de Saberes Ancestrais para o Bem Viver.
Ao final, 50 propostas prioritárias foram consolidadas e entregues ao Governo Federal. Entre elas, destaca-se a criação de um grupo de trabalho interministerial entre o Ministério dos Povos Indígenas e o Ministério das Mulheres para elaborar a primeira Política Nacional para Mulheres Indígenas.
Marcha -Com o lema "Nosso corpo, nosso território: somos as guardiãs do planeta", a IV Marcha encerrou a programação em 7 de agosto, quando milhares de mulheres indígenas caminharam até o Congresso Nacional. Durante o encerramento, foi lançada a Carta Pela Vida e Pelos Corpos-Territórios, resultado das discussões da Conferência, que servirá de base para a Política Nacional.
A superintendente de Prevenção e Enfrentamento à Violência contra a Mulher da Secretaria de Políticas para as Mulheres do Estado da Bahia (SPM), Camilla Batista, destacou o compromisso do governo estadual com a pauta. “O governo do Estado da Bahia tem assumido o compromisso com a vida das mulheres indígenas em garantir políticas afirmativas e mecanismos de participação política em todos os espaços. Assim, a Secretaria das Mulheres tem apoiado a mobilização das mulheres indígenas, como também atendido atenciosamente as demandas no enfrentamento à violência contra os corpos das nossas parentas e pela permanência nos seus territórios com sustentabilidade. Nossa luta é ancestral”, afirmou.
Para Samêhy Pataxó, presidenta da Associação de Mulheres Indígenas do Extremo Sul da Bahia e vice-presidenta do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos das Mulheres (CDDM), a participação da Bahia é fruto de um trabalho contínuo nas comunidades. “Para nós, mulheres indígenas da Bahia, participar desse encontro é resultado de um trabalho feito nas comunidades, dando empoderamento e autonomia para que as mulheres saiam de seus territórios e participem de atividades como essa. Ver mais de 450 mulheres em Brasília é perceber que nosso trabalho de formiguinha está chegando a elas. Precisamos avançar, mas é um grande passo. É muito importante sentar com mulheres de outros povos, compartilhar saberes e debater políticas nacionais de enfrentamento à violência, questões climáticas e outros temas”, comentou.
Já Kãdara Pataxó, presidenta da Associação de Mulheres Indígenas Pataxó do Extremo Sul e diretora do Centro de Referência e Atendimento à Mulher (CRAM) de Cabrália, ressaltou a importância histórica do encontro. “A primeira Conferência Nacional e a quarta Marcha são momentos de marcar território e levar nossas demandas. A Bahia esteve presente e foi muito aclamada por ter o único centro de referência voltado para mulheres indígenas, um modelo de gestão que serve de inspiração para outros estados. Precisamos que as propostas sejam acolhidas e que as políticas públicas cheguem até nós, na ponta. É um espaço de construção coletiva e de afirmação dos nossos direitos”, pontuou.
A coordenadora-geral do Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia (Mupoiba), Patrícia Krin Si, relata que o Mupoiba utilizou o espaço para trazer denúncias de violência contra as mulheres do bioma Caatinga. “Conseguimos a parceria com o Governo do Estado para viabilizar a delegação da Bahia. Participamos efetivamente de dois eixos dentro da Conferência Nacional, Emergência Climática e Território. É histórico para o nosso povo ver a quantidade de pessoas que conseguimos levar. Apresentamos, para toda a plenária nacional, nossas propostas em defesa das políticas públicas. Tivemos reuniões importantes, fizemos uma grande marcha e levamos o nome das filhas da ancestralidade a nível nacional. Nosso estado foi o que mais levou mulheres. Estou muito feliz com o resultado, com o crescimento das nossas mulheres e com a visibilidade que a Bahia conquistou no cenário nacional”, completou.
Fonte: Ascom/SPM
MEIO AMBIENTE No Dia Internacional da Biodiversidade, governo do Pará impulsiona políticas públicas que unem proteção ambiental e geração de renda
ESTUDOS E PESQUISAS Bioeconomia da sociobiodiversidade movimenta mais de R$ 13 bilhões por ano no Pará, aponta estudo inédito
São Paulo Como se inscrever no sorteio da CDHU? Veja perguntas e respostas sobre o Casa Paulista
São Paulo Feirão Casa Paulista: mais de R$ 3,5 milhões são liberados para apoiar famílias do estado na compra do primeiro imóvel
Legislativo - MT Assembleia Legislativa fortalece ações de conscientização sobre adoção em Mato Grosso
Cidades 27ª edição do Campeonato Municipal de Futebol da Zona Rural começa neste domingo, 24
São Paulo Virada Cultural 2026: Governo de SP disponibiliza metrô 24 horas, museu gratuito e reforço policial
Cidades Secretaria Municipal de Saúde divulga horários de funcionamento da Unidade Régis Pacheco nos dias 25 e 26
São Paulo IPVA 2026: 5ª parcela para placas com final 9 pode ser paga até esta sexta-feira (22) Mín. 17° Máx. 27°