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Polícia desmantela quadrilha que usava “sósias” e IA para clonar médicos e aplicar golpes em vários estados do Brasil
Polícia desmantela quadrilha que usava “sósias” e IA para clonar médicos e aplicar golpes em vários estados do Brasil
12/08/2025 16h11
Por: Redação Fonte: Gazeta Brasil

Polícia desmantela quadrilha que usava “sósias” e IA para clonar médicos e aplicar golpes em vários estados do Brasil.

 

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta terça-feira (12), a Operação Medici Umbra II, contra um grupo criminoso suspeito de recrutar “sósias” e utilizar inteligência artificial para criar rostos falsos de médicos gaúchos. A ação teve alvos em São Paulo (SP), Ananindeua (PA) e Vila Velha (ES).

 

Segundo as investigações, a quadrilha abria contas bancárias em nome dos profissionais e realizava movimentações financeiras ilegais. Em um dos casos, os criminosos tentaram transferir mais de R$ 700 mil por meio de uma corretora de investimentos.

Três pessoas foram presas preventivamente. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Até o momento, foram identificadas cinco vítimas, todas médicas e médicos do Rio Grande do Sul.

Entre os detidos está um homem de 44 anos, preso em São Paulo, apontado como responsável por recrutar pessoas com semelhança física às vítimas para fotografias usadas na elaboração de documentos falsos e verificação de biometria facial. Ele também fornecia e operava contas bancárias — principalmente de empresas com altos limites — para receber valores desviados e dificultar o rastreamento, recebendo comissões de até 40%.

No Pará, foi preso um jovem de 20 anos acusado de fornecer informações sigilosas ao grupo. Ele usava um bot para realizar consultas automáticas em grupos de WhatsApp e vendia dossiês com dados pessoais das vítimas.

Já no Espírito Santo, a polícia prendeu um homem de 29 anos suspeito de fabricar documentos falsos em nome dos médicos gaúchos.

O grupo é investigado pelos crimes de estelionato, falsificação de documentos, invasão de dispositivos informáticos e lavagem de capitais.

O nome da operação, “Medici Umbra”, significa “a sombra dos médicos” e faz referência ao uso indevido da identidade e reputação dos profissionais para a prática dos crimes.