Líder opositora venezuelana afirma regime “tem pouco tempo” para tomar decisão sobre rumo político do país.
A líder opositora venezuelana María Corina Machado (foto) afirmou neste domingo, 10, que o regime de Nicolás Maduro e os altos escalões que o apoiam “têm pouco tempo” para tomar uma decisão sobre o rumo político do país.
Em publicação nas redes sociais, María Corina agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por, segundo ela, ter tomado “ação decisiva e corajosa em desmantelar a organização criminosa que se apoderou de nossa nação”.
Ela acusou Maduro de liderar um esquema que envolve “crime organizado (TDA), cartéis de drogas (o Cartel dos Sóis) e terrorismo” e de “infligir intencionalmente miséria, dor e violência” aos venezuelanos.
Machado afirmou que a “Venezuela democrática que agora está surgindo” trará estabilidade à região, segurança aos EUA e criará “uma incrível oportunidade de negócios de 1,7 trilhão de dólares”. Segundo ela, “milhões retornarão para construir uma grande nação” e o país alcançará “paz por meio da prosperidade”.
“Vamos trazer nossos filhos de volta para casa!”, finalizou a líder opositora.
We Venezuelans are immensely grateful to President Trump for his decisive and courageous action in dismantling the criminal enterprise that has seized our nation.
— María Corina Machado (@MariaCorinaYA) August 10, 2025
For too long, Nicolás Maduro has led a criminal enterprise spanning organized crime (TDA), drug cartels (the Cartel… pic.twitter.com/qxR6c6PqsD
Na última quinta-feira, 7, a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, anunciou que o governo Trump dobrou de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões) a recompensa por informações que levem à prisão de Nicolás Maduro.
Em vídeo publicado no X, Bondi acusou o ditador de utilizar organizações terroristas estrangeiras — como o Cartel de Sinaloa (México), o Cartel de Los Hijos e o grupo Tren de Aragua — para exportar drogas aos EUA.
“Até o momento, a DEA apreendeu 30 toneladas de cocaína ligadas a Maduro e seus cúmplices , das quais quase sete toneladas estão ligadas ao próprio Maduro, representando uma fonte crucial de receita para cartéis sediados na Venezuela e no México. Essa cocaína é frequentemente misturada com fentanil, resultando na perda e destruição de inúmeras vidas americanas”, disse.
Os Estados Unidos designaram oficialmente, em 29 de julho, o Cartel de Los Soles, da Venezuela, como apoiador de “organizações terroristas estrangeiras”.
Segundo o governo Trump, Maduro é responsável por chefiar o cartel que alimenta
uma rede de financiamento a outros grupos criminosos transnacionais, entre eles o Trem de Aragua e o Cartel de Sinaloa, do México.
A pressão sobre o regime chavista incluía a oferta de uma recompensa de 25 milhões de dólares (cerca de 140 milhões de reais) por informações que levem à prisão de Maduro.
Em janeiro deste ano, o Departamento de Estado já tinha oferecido uma recompensa semelhante, mas o cartaz foi atualizado no último mês.
A imagem divulgada em julho trazia a lista dos crimes de que Maduro é acusado: “conspiração narcoterrorista, conspiração para importar cocaína, conspiração para usar e portar armas e explosivos para cometer crimes”.