
Segundo a PM, a guerra de facções envolvem as comunidades do V8, Ilha do Maruim e Ponte Preta.
A chacina registrada na madrugada desta sexta-feira (8), em Olinda, no Grande Recife, que terminou com quatro pessoas mortas, foi motivada pela guerra de facções envolvendo as comunidades do V8, Ilha do Maruim e Ponte Preta, segundo a Polícia Militar (PM). Pelo menos 10 suspeitos participaram da ação criminosa. Um homem foi preso.
Os detalhes da operação da PM, foram divulgados em coletiva no Quartel do Comando Geral, no bairro do Derby, no Centro do Recife, pelo tenente-coronel Lenildo Paixão, do 1º Batalhão da Polícia Militar.
De acordo com o coronel, por volta das 2h o Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) foi acionado para a Ilha do Maruim, no bairro de Santa Tereza, após registros de disparos de arma de fogo. “Ao chegar, constatamos que alguns elementos efetuaram disparos em uma residência e encontramos um veículo queimado”, relatou.
Informações colhidas com populares indicaram que o grupo seguiu em direção à comunidade do V8, no Varadouro. “Prontamente, o GATE e viaturas de apoio se deslocaram para o local. Houve um princípio de confronto, mas eles conseguiram fugir pelo mangue”, destacou Lenildo.
Chacina
Segundo a PM, novas ocorrências foram registradas às 5h, desta vez informando a morte de quatro pessoas, em diferentes ruas da comunidade do V8. Ao chegar à residência de uma das vítimas, o efetivo foi surpreendido por três homens que teriam ido ao local para se vingarem, de acordo com a corporação.
Um dos suspeitos foi detido, mas os comparsas fugiram. Segundo a PM, o preso, seria irmão de uma das vítimas da chacina.
O coronel relatou que a área onde ocorreu o conflito armado entre as facções recebe monitoramento constante. “Empregamos uma viatura lá 24 horas, desde a manhã até a madrugada. É um local que sempre recebe atenção devido a conflitos ligados ao tráfico de drogas. Só este ano, já fizemos cinco prisões e apreendemos pelo menos três armas de fogo na região.”
Ainda segundo ele, a guerra entre os grupos seria antiga e com mudanças frequentes nas lideranças das organizações. “Há idas e vindas. Pessoas que eram da facção tentam retornar, o que gera novos confrontos. Estamos atentos aos líderes dessa situação. A parte investigativa está com o DHPP, enquanto a Polícia Militar mantém a ostensividade.”
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