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Chacina em Olinda envolveu ao menos 10 criminosos e foi motivada por briga de facções, diz PM

Chacina em Olinda envolveu ao menos 10 criminosos e foi motivada por briga de facções, diz PM

09/08/2025 às 07h01
Por: Redação Fonte: Diario de Pernambuco
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Chacina em Olinda envolveu ao menos 10 criminosos e foi motivada por briga de facções, diz PM

Chacina em Olinda envolveu ao menos 10 criminosos e foi motivada por briga de facções, diz PM.

 

Segundo a PM, a guerra de facções envolvem as comunidades do V8, Ilha do Maruim e Ponte Preta.

A chacina registrada na madrugada desta sexta-feira (8), em Olinda, no Grande Recife, que terminou com quatro pessoas mortas, foi motivada pela guerra de facções envolvendo as comunidades do V8, Ilha do Maruim e Ponte Preta, segundo a Polícia Militar (PM). Pelo menos 10 suspeitos participaram da ação criminosa. Um homem foi preso.

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Os detalhes da operação da PM, foram divulgados em coletiva no Quartel do Comando Geral, no bairro do Derby, no Centro do Recife, pelo tenente-coronel Lenildo Paixão, do 1º Batalhão da Polícia Militar.

De acordo com o coronel, por volta das 2h o Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) foi acionado para a Ilha do Maruim, no bairro de Santa Tereza, após registros de disparos de arma de fogo. “Ao chegar, constatamos que alguns elementos efetuaram disparos em uma residência e encontramos um veículo queimado”, relatou.

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Informações colhidas com populares indicaram que o grupo seguiu em direção à comunidade do V8, no Varadouro. “Prontamente, o GATE e viaturas de apoio se deslocaram para o local. Houve um princípio de confronto, mas eles conseguiram fugir pelo mangue”, destacou Lenildo.

Chacina

Segundo a PM, novas ocorrências foram registradas às 5h, desta vez informando a morte de quatro pessoas, em diferentes ruas da comunidade do V8. Ao chegar à residência de uma das vítimas, o efetivo foi surpreendido por três homens que teriam ido ao local para se vingarem, de acordo com a corporação.

Um dos suspeitos foi detido, mas os comparsas fugiram. Segundo a PM, o preso, seria irmão de uma das vítimas da chacina.

O coronel relatou que a área onde ocorreu o conflito armado entre as facções recebe monitoramento constante. “Empregamos uma viatura lá 24 horas, desde a manhã até a madrugada. É um local que sempre recebe atenção devido a conflitos ligados ao tráfico de drogas. Só este ano, já fizemos cinco prisões e apreendemos pelo menos três armas de fogo na região.”

Ainda segundo ele, a guerra entre os grupos seria antiga e com mudanças frequentes nas lideranças das organizações. “Há idas e vindas. Pessoas que eram da facção tentam retornar, o que gera novos confrontos. Estamos atentos aos líderes dessa situação. A parte investigativa está com o DHPP, enquanto a Polícia Militar mantém a ostensividade.”

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