O presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi), João Xavier, visitou, nesta semana, as instalações da Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM), em São Raimundo Nonato, região conhecida mundialmente por seu patrimônio arqueológico e paleontológico.
A agenda integra as ações do convênio firmado entre a Fapepi e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vigente desde 2021, com o objetivo de financiar, consolidar e acompanhar projetos de pesquisa no Piauí no âmbito do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT). A iniciativa busca consolidar os INCTs em posições estratégicas no Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, além de formar novas redes de cooperação científica, tanto nacionais quanto internacionais.
No caso de São Raimundo Nonato, o convênio tem impacto direto no fortalecimento do Instituto Nacional de Arqueologia, Paleontologia e Ambiente do Semiárido (INAPAS), sediado na FUMDHAM, e reconhecido pelo seu trabalho de excelência em pesquisa, conservação e difusão do patrimônio arqueológico da Serra da Capivara e região.
A diretora financeira da FUMDHAM, Gabriela Martin, destacou a importância da continuidade da parceria. “O fortalecimento dos trabalhos do INAPAS é essencial para garantir que décadas de pesquisa e conservação não se percam. Além disso, é fundamental que haja renovação, com a chegada de jovens pesquisadores, para que o conhecimento, as técnicas e o compromisso com a preservação sejam mantidos para as próximas gerações.”
Para o presidente da Fapepi, João Xavier, a visita reforça o compromisso da fundação com a ciência produzida no interior do estado. “A FUMDHAM e o INAPAS são patrimônios não só do Piauí, mas do Brasil e do mundo. Nosso papel é garantir que as pesquisas continuem avançando e que essa história, que começou há milhares de anos, seja contada e preservada com base na ciência.”
A parceria entre Fapepi, CNPq e FUMDHAM segue fortalecendo o Piauí como referência mundial em arqueologia, promovendo não apenas o avanço científico, mas também a valorização cultural e turística da região da Serra da Capivara.