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Vice-secretário dos EUA ataca Moraes e fala em “ditadura judicial” no Brasil

Vice-secretário dos EUA ataca Moraes e fala em “ditadura judicial” no Brasil

05/08/2025 às 12h56
Por: Redação Fonte: infomoney
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Vice-secretário dos EUA ataca Moraes e fala em “ditadura judicial” no Brasil

Vice-secretário dos EUA ataca Moraes e fala em “ditadura judicial” no Brasil.

 

Christopher Landau critica decisão do STF e intensifica crise diplomática entre Brasil e EUA.

O vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em publicação no X na segunda-feira (4), o diplomata acusou Moraes de promover uma “ditadura judicial” no Brasil.

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“Os impulsos orwellianos desenfreados do ministro estão arrastando sua Corte e seu país para o território desconhecido de uma ditadura judicial”, escreveu Landau. Segundo ele, o “suposto crime” de Bolsonaro seria “criticar o ministro Moraes”, o que o magistrado estaria agora tratando como “obstrução da Justiça”.

As declarações de Landau ampliam a tensão entre os dois países após a sanção imposta pelo governo norte-americano contra o ministro Moraes no final de julho, com base na Lei Magnitsky.

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Medidas ampliadas

A decisão de Moraes, publicada também nesta segunda-feira, impôs novas restrições ao ex-presidente, que passa a cumprir prisão domiciliar. A medida foi justificada pelo “reiterado descumprimento” das cautelares anteriores, especialmente a proibição do uso de redes sociais, mesmo por intermédio de terceiros.

No domingo (3), Bolsonaro apareceu em uma chamada de vídeo transmitida durante ato bolsonarista em Copacabana, organizada por aliados contra o STF e em defesa do ex-presidente. O vídeo foi exibido no perfil do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Para Moraes, a ação representa uma “manobra deliberada” para burlar as restrições.

Além do monitoramento por tornozeleira eletrônica, a decisão determina o recolhimento de celulares, a proibição de visitas — exceto por familiares e advogados —, e reforça a vedação de qualquer contato com embaixadores ou aproximação de autoridades estrangeiras.

A medida foi tomada no âmbito do inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, da qual Bolsonaro é réu.

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