
O Kremlin anunciou nesta segunda-feira (5) que a Rússia já não se considera mais sujeita a restrições para o desenvolvimento e o posicionamento de mísseis de curto e médio alcance. A medida, que marca um novo endurecimento da postura militar russa, ocorre em meio à crescente tensão com os Estados Unidos e seus aliados.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o país “já não se considera limitado por nada” nesse campo e ressaltou que Moscou tem o direito de tomar “as medidas apropriadas, se necessário”.
“Rússia já não tem nenhuma restrição neste assunto”, disse Peskov em coletiva de imprensa. Ele também afirmou que eventuais decisões sobre o uso ou não desse tipo de armamento não serão divulgadas, por se tratar de uma questão militar sensível.
A declaração ocorre poucas horas após o Ministério das Relações Exteriores da Rússia formalizar o fim da moratória sobre o uso desses mísseis, imposta unilateralmente pelo próprio país em 2019, logo após a saída do Tratado INF (Forças Nucleares de Alcance Intermediário). O acordo, assinado em 1987 entre os Estados Unidos e a então União Soviética, proibia mísseis terrestres com alcance entre 500 e 5.500 quilômetros.
Moscou abandonou oficialmente o tratado em agosto de 2019, um dia após Washington anunciar sua retirada. Agora, segundo o comunicado da chancelaria russa, “as condições para manter a moratória desapareceram” e a Federação Russa “não se considera mais vinculada” a essas limitações.
O governo russo culpa os Estados Unidos e seus aliados pela retomada da corrida armamentista. O Kremlin afirma que chegou a propor uma moratória recíproca à Otan e a países da região Ásia-Pacífico, mas que a iniciativa foi ignorada.
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