O policial militar Henrique Velozo começa a ser julgado nesta terça-feira (5) pelo assassinato do lutador Leandro Lo, campeão mundial de jiu-jítsu, morto a tiros durante uma briga em uma casa noturna na Zona Sul de São Paulo em agosto de 2022.
O julgamento será realizado no plenário 7 do Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital, a partir das 10h, com previsão de encerramento até quarta-feira (7), segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo.
Velozo responde por homicídio doloso triplamente qualificado — por motivo torpe, por colocar outras pessoas em risco (perigo comum) e por dificultar a defesa da vítima.
Se condenado com base nessas três qualificadoras, ele poderá cumprir pena de pelo menos 20 anos de prisão, segundo o Ministério Público. O promotor João Carlos Calsavara representará a acusação no julgamento.
Preso preventivamente desde o crime, o policial será interrogado durante o júri. Onze testemunhas também devem ser ouvidas, entre convocadas pela acusação e pela defesa. A sentença será dada pelo juiz Roberto Zanichelli Cintra, da 1ª Vara do Júri.
Como parte das estratégias do julgamento, tanto a acusação quanto a defesa pretendem apresentar vídeos animados para reconstruir o momento do crime — um feito com uso de inteligência artificial, o outro com animação convencional.
O crime aconteceu em uma boate na região do Ibirapuera, após uma discussão entre o lutador e o policial, que estava fora de serviço e sem farda.
Segundo a versão da defesa, Velozo teria disparado em legítima defesa após um confronto físico. No entanto, o tiro atingiu a cabeça de Leandro Lo, que foi socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Ele tinha 33 anos. Após o crime, o PM fugiu do local, sendo preso posteriormente.
Leandro Lo era um dos nomes mais consagrados do jiu-jítsu mundial, com oito títulos de campeão mundial na carreira.