
Fotos: Danielly Cerqueira
A manhã desta segunda-feira, 4 de agosto, foi marcada por emoção e homenagens no Santuário Senhor dos Passos, em Feira de Santana (BA), com a realização da tradicional missa em memória de Luiz Gonzaga. A celebração, que já acontece há 36 anos, reuniu fiéis, admiradores e músicos para reverenciar o legado do artista que eternizou a alma nordestina por meio da música.
Falecido em 2 de agosto de 1989, Luiz Gonzaga continua vivo na memória popular e na obra que influenciou gerações de artistas. Ícone da cultura nordestina, foi responsável por levar ao Brasil ritmos como o baião, o xote e o forró, tornando-se um símbolo de identidade, resistência e orgulho para o povo do Nordeste.
Estiveram presentes na cerimônia o secretário municipal de Cultura, Esporte e Lazer, Cristiano Lobo; a coordenadora nacional do Fórum Forró de Raiz, Joana Alves; além de sanfoneiros e forrozeiros como Baio e Os Bambas do Nordeste, Janderson do Acordeon, Jurandy da Feira e o idealizador da missa, J. Sobrinho, entre outros nomes que mantêm viva a tradição musical nordestina.
A missa contou com cânticos, orações e momentos de reflexão, intercalados por homenagens ao sanfoneiro pernambucano, cuja obra é considerada um divisor de águas na história da música popular brasileira.
Durante a celebração, Joana Alves destacou a importância da memória e do reconhecimento cultural. “Este momento é muito significativo para nós, nordestinos. É o reconhecimento de que essa cultura nunca vai morrer. Há 15 anos estamos trabalhando para salvaguardar o forró como patrimônio imaterial, e hoje temos a certeza de que o Brasil está vivendo um bom momento ao valorizar o modo de pensar nordestino, de cultivar e manter viva a nossa cultura. Luiz Gonzaga foi, e continua sendo, uma figura essencial para nós — sanfoneiros, forrozeiros e nordestinos”.
O secretário Cristiano Lobo também ressaltou o valor simbólico e cultural do ato. “Além de ser um grande momento de fé, esta missa é uma valorização da cultura popular. Luiz Gonzaga difundiu o xote, o baião e o forró por todo o país, e representa nossa história de resistência e a valorização do homem do campo. Suas canções são eternas. Ele é, sem dúvida, um ícone que deixou um verdadeiro patrimônio para o Brasil. Participar dessa homenagem é reconhecer a importância de preservar essa história e transmiti-la às novas gerações”.
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