
O Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão) recebeu neste domingo (03) cerca de 1,3 mil pessoas para o concerto da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP) em homenagem ao compositor Sergei Prokofiev. Sob a regência do maestro convidado Christian Vásquez, e com participação do solista Guido Sant’Anna, o programa reuniu duas das mais importantes obras do século 20: o "Concerto nº 2 para Violino" e a "Sinfonia nº 5 em Si bemol maior".
O maestro venezuelano, que voltou a se apresentar com a OSP após um elogiado concerto no ano passado, destacou a complexidade e a força expressiva das obras. “É um grande desafio para mim e para todos nós executar esse repertório. A quinta sinfonia de Prokofiev não é uma obra que se toca com tanta frequência, mas, à medida que você começa a estudá-la e conhecê-la, pode descobrir toda a grandeza do compositor”, disse.
O jovem violinista Guido Sant’Anna, de apenas 20 anos, encantou novamente o público com sua técnica refinada e presença marcante. Há três anos, ele se tornou o primeiro sul-americano a vencer o prestigiado Concurso Internacional de Violino Fritz Kreisler, em Viena (Áustria). Tocando com a OSP pela segunda vez, o prodígio arrancou muitos aplausos da plateia do Guairão ao interpretar o exigente "Concerto nº 2 para Violino".
O pequeno Lucas Chimansky de Souza, de apenas nove anos, se emocionou ao assistir seu ídolo. “Foi muito top. O Guido tocou e eu adorei. Eu também toco violino, então é inspirador assistir de perto”, disse. Ele acompanhou o concerto com toda a família, incluindo o irmão, Pedro Chimansky de Souza, que também é músico e toca violoncelo.
“Eu adorei o concerto de hoje. Prokofiev é cheio de ritmos e melodias românticas do século XX. Eu também gostei muito da música e da execução do Guido, ele faz um ótimo trabalho como violinista, tem um destaque muito forte internacionalmente”, completou Pedro.
A psicóloga Roseli Giboski que sempre frequenta as apresentações da Orquestra no Teatro Guaíra, levou a filha, a estudante de engenharia Simone Giboski Pinheiro, para o concerto deste domingo.
“Ouvir uma orquestra numa tela, por melhor que seja o som, não é a mesma coisa do que estar aqui e ver o movimento, a sutileza, a energia dos músicos. É impagável, não tenho palavras para descrever. É encantador”, afirmou Roseli. “Você sente a música crescendo, você cresce, os sentimentos dos instrumentos, é maravilhoso. É como se fosse um filme, é uma experiência, não é só ouvir”, acrescentou a filha.
As duas estavam acompanhadas das amigas, a estudante de arquitetura Maria Vitória Pagnussat e a mãe dela, a artista Andrea Pagnussat. “Me emocionei demais. No início, as lágrimas encheram os meus olhos. É algo que preenche de um jeito que a gente não consegue nem explicar, só quem está aqui para sentir”, disse Maria Vitória, que também assistiu a um concerto da Orquestra pela primeira vez.
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