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Copom, balanços fortes no Brasil e o tarifaço de Trump ; veja os destaques da semana
Copom, balanços fortes no Brasil e o tarifaço de Trump ; veja os destaques da semana
02/08/2025 11h05
Por: Redação Fonte: infomoney

Copom, balanços fortes no Brasil e o tarifaço de Trump ; veja os destaques da semana.

 

A expectativa da XP é que o ciclo de corte comece apenas em janeiro de 2025.

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15%, como já era amplamente esperado pelo mercado. O comunicado pós-reunião indicou cautela, sem qualquer sinalização de flexibilização da política monetária no curto prazo.

A expectativa da XP é que o ciclo de cortes comece apenas em janeiro de 2026, com cinco reduções consecutivas de 0,50 ponto percentual, encerrando o ano com a Selic em 12,50%. A decisão reforça a postura vigilante do Banco Central frente aos riscos fiscais e inflacionários.

Governo mantém IOF alto e garante reforço na arrecadação

A decisão de manter os decretos que aumentaram as alíquotas do IOF pode gerar uma arrecadação extra de R$ 11,5 bilhões em 2025 e de R$ 27,7 bilhões em 2026. A medida é considerada relevante no esforço de ajuste fiscal do governo federal.

No entanto, segundo o economista Tiago Sbardelotto, mesmo com o reforço na arrecadação, os recursos obtidos com o IOF não serão suficientes para atingir a meta de resultado primário nos próximos anos. Outras medidas ainda estão pendentes de aprovação no Congresso.

Tarifas de 50% dos EUA reduzem projeção de exportações brasileiras

O governo dos Estados Unidos confirmou a imposição de tarifas de 50% sobre parte das exportações brasileiras a partir de 6 de agosto. Ainda assim, cerca de 42% dos produtos foram excluídos da taxação, em especial bens básicos.

Itens manufaturados seguem como os mais afetados, o que pode provocar um desvio de comércio significativo. A XP estima que as exportações brasileiras em 2025 serão R$ 3,5 bilhões menores, com possíveis impactos negativos no PIB e na inflação.

Expert XP 2025 reúne grandes nomes e celebra 15 anos

A edição especial da Expert XP 2025 reuniu grandes nomes como Arnold Schwarzenegger, Morgan Housel, Kelly Slater e Rodrigo Santoro. O evento celebrou os 15 anos da maior conferência de investimentos do mundo.

Além de debates sobre política e economia, o festival destacou temas como inovação, educação financeira e comportamento do investidor, reforçando o papel da XP na formação de uma nova geração de investidores.

Balanços mostram trimestre forte para empresas brasileiras

temporada de resultados começou com sinal positivo para as empresas brasileiras. AmBev (ABEV3), Bradesco (BBDC4) e outras companhias divulgaram números sólidos, com crescimento em receitas, EBITDA e lucro líquido.

Nos EUA, as gigantes Meta (M1TA34) e Microsoft (MSFT34) também divulgaram balanços com forte desempenho, refletindo a resiliência das empresas de tecnologia. O mercado agora aguarda os resultados de outras empresas de peso nas próximas semanas.

Howard Marks: diversificar é a chave para investir bem

Durante a 10ª edição do Café Alocação e Fundos, o investidor Howard Marks, fundador da Oaktree Capital, compartilhou sua visão sobre a importância da diversificação. Segundo ele, essa é a melhor forma de se proteger do que não se sabe.

Em entrevista com Artur Wichmann, CIO da XP, Marks defendeu que investir é sobre convicção, mas diversificar é uma necessidade diante das incertezas do mercado. A conversa encerrou o evento com reflexões valiosas sobre gestão de risco.

XP impulsiona internacionalização dos fundos imobiliários

O XP Global REITs & FIIs Summit aproximou o mercado de fundos imobiliários brasileiro de investidores institucionais globais. O objetivo foi mostrar como os REITs (fundos imobiliários internacionais) podem contribuir para carteiras mais diversificadas e eficientes.

A crescente adoção desses veículos no exterior reforça uma tendência global: buscar mais sofisticação e alternativas na alocação de ativos imobiliários. A XP aposta que essa conexão internacional pode trazer novas oportunidades aos investidores locais.

Evite a manada: estratégia long/short mostra retorno de 18% ao ano

Setores com alta concentração de investimentos frequentemente passam por correções. Já os setores “subcomprados” tendem a se recuperar. Esse padrão tem sido explorado por estratégias long/short com retornos expressivos.

Desde 2016, esse tipo de abordagem rendeu 18% ao ano. Hoje, os setores mais comprados são elétricas, papel e celulose, e propriedades comerciais. Já os menos alocados incluem mineração e siderurgia, bancos e instituições financeiras.