Penumbra: a verdade inconveniente sobre o risco institucional brasileiro.
A vontade que fica é de um pouco mais de clareza para que, finalmente, todos possam começam a “tradar” eleições.
Caros(as) leitores(as),
Que pena, os corredores do mercado não possuem ouvidos. O que é falado em voz alta, em bom tom, sem medo de câmeras e microfones: esse sim seria o conteúdo mais consumido da praça.
Enquanto o mercado literalmente faz “vista grossa” para qualquer acontecimento até a eleição de 2026, o “caminhão” das companhias de tecnologia americanas segue a passar por cima de absolutamente qualquer conceito precedente de geração de valor. O resultado divulgado por Meta e Microsoft chega a ser um insulto de tão positivo.
A eficiência gerada pelas ferramentas de inteligência artificial que a cada nascer do sol são mais implementadas e ganham cada vez mais espaço é colossal. Quase um mês atrás, a própria empresa fundada por Bill Gates anunciou o desligamento de 5 mil desenvolvedores.
Se minha mãe acompanhasse notícias corporativas, ficaria assustada em perceber que a função que ela me recomendou como “porto seguro”, hoje, é alvo de ameaça do invisível, do intangível. Porém, no Brasil, só se discute a possível virada de ciclo político e nas sanções que Donald Trump coordena contra lideranças do judiciário brasileiro.
As tarifas se tornaram um “não evento”, a ideia de uma direita dividida na corrida se cristaliza. Tarcísio, Caiado, Ratinho, quem sabe?
Do outro lado, a certeza de que Lula vai disputar. As medidas até então impostas apenas para um grupo seleto de inimigos dos EUA, recai sobre Moraes – ele fica incapacitado de realizar muitas operações, inclusive de ter uma conta na Netflix ou utilizar a Uber como método de transporte.
O cerco fechado gera ainda mais pressão sobre o tema transição. As línguas já ressaltam uma confiança de que o direcionamento vai mudar, mas o medo da exposição ao risco institucional aumenta. Se de fato o atual governo pode estar numa “berlinda”, como muitos membros do mercado acreditam, existem riscos intervencionistas que são sussurrados entre conversas de quem toma decisão. Seja pelo passado recente ou não, o patrimônio de muitos já não fala mais português e estão dolarizados quase que por completo.
Mesmo assim, a distribuição normal mental diz que é um risco de cauda. A vontade que fica é de um pouco mais de clareza para que, finalmente, todos possam começam a “tradar” eleições.