
Representantes da Copel, do Ministério Público do Estado e do Instituto Água e Terra (IAT) apresentaram nesta quinta-feira (31) aos moradores da Ponta Oeste da Ilha do Mel, no Litoral, o projeto de fornecimento de energia elétrica com fonte solar para o local. A comunidade fica cercada pela Estação Ecológica da Ilha do Mel, unidade de conservação de proteção integral.
A reunião foi uma oportunidade para ouvir as necessidades, preocupações e propostas dos moradores e definir, de forma conjunta, as condições para que o local passe a contar com energia elétrica limpa e renovável. A Copel propôs a instalação de sistemas fotovoltaicos individuais para cada unidade consumidora, com estrutura em fibra de vidro ou em alumínio, material adequado às condições litorâneas.
As estruturas garantem, no mínimo, consumo de 80 quilowatts-hora (kWh) por mês, podendo chegar a até 128 kWh/mês no verão. Os sistemas têm potência garantida de 1.250 watts e tensão de 127 volts, além de baterias com autonomia garantida de 48 horas, caso necessário.
Charles Ijaille, engenheiro de Normas e Procedimentos da Copel, explica que a autonomia garantida de 48 horas é necessária em casos de ausência de sol. “A companhia está considerando 48 horas, prazo superior ao que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabelece”, diz.
Dentre as informações repassadas pela Copel também está o posicionamento das estruturas. Como se trata de sistemas individuais, devem ficar o mais perto possível da residência, com uma faixa de segurança de três metros no entorno. Essa área de segurança precisa ter livre circulação, não pode contar com edificações nem vegetação alta e deve permitir acesso dos técnicos da empresa para vistorias e manutenções.
Estão previstos cerca de 20 pontos de instalação para as residências existentes no local, com a possibilidade de instalação de pontos para atendimento de ambientes comunitários, se necessário.
SEGURANÇA– Nas informações técnicas repassadas aos participantes da reunião realizada na Ilha do Mel, estão orientações sobre cuidados com a segurança. Os moradores foram alertados de que não podem compartilhar a ligação de energia com outras moradias e precisam estar atentos aos riscos com a eletricidade. Os serviços de vistoria e manutenção serão feitos somente pela Copel e empresas contratadas autorizadas.
MANUTENÇÃO– Entre os deveres da Copel estão garantir energia no porte estabelecido (mínimo de 80 quilowatt-hora por mês), realizar a manutenção preventiva e atender emergências. Os consumidores, por sua vez, precisam manter livre acesso às instalações, zelar pelas estruturas, não interferir no sistema, utilizar a energia elétrica dentro do porte estabelecido, manter o cadastro atualizado e comunicar ocorrências emergenciais à Copel.
PRÓXIMOS PASSOS– As negociações terão continuidade nas próximas semanas com mais duas reuniões. A primeira, agendada para 14 de agosto, prevê mais diálogo com a comunidade, coleta de propostas e levantamentos de campo. Os projetos individuais, então, passarão por ajustes conforme informações verificadas junto aos moradores. A outra reunião está marcada para o 21 de agosto, na qual haverá a devolutiva dos acordos devidamente assinados, isto é, a formalização da comunidade aprovando a forma de atendimento e os locais de instalação.
Logo depois desta etapa de negociações com a comunidade, são necessários os licenciamentos ambientais. O chefe regional do IAT Litoral, Altamir Hacke, informou que o órgão pode conceder a liberação antes do prazo legal, garantindo rapidez, caso toda a documentação exigida esteja correta. Ele considerou que a apresentação técnica da Copel sanou as dúvidas da comunidade. “Avalio que essa reunião foi muito boa e o IAT entendeu onde consegue, de forma mais efetiva, apoiar na agilidade da implantação deste sistema”, afirma.
Para a implantação do projeto também haverá necessidade de obtenção de autorização da Secretaria de Estado da Cultura, uma vez que a Ilha do Mel é tombada pela Coordenação do Patrimônio Cultural do Estado do Paraná.
Depois deste processo, a contratação da obra, com aquisição de materiais, deve acontecer de três a cinco meses. Já a execução das obras e a efetiva energização das unidades consumidores têm um prazo estimado de três a nove meses. Os prazos podem variar com base em fatores como prazos de órgãos externos e condições climáticas, por exemplo.
AVALIAÇÕES– A presidente da Associação dos Nativos e Pescadores da Ponta Oeste da Ilha do Mel (Anappoim), Dirceia Gomes Pereira de Souza, avaliou o encontro como “excelente”. “Foi muito bem explicado, tiramos nossas dúvidas. Agora, vamos continuar para chegar às conclusões do projeto. A luz faz muita falta. Estamos esperando que a energia venha ajudar tanto nós, nativos, quanto os turistas”, afirma.
Para o promotor do Ministério Público do Estado, Olympio de Sá Sotto Maior Neto, a reunião realizada começa a atender à expectativa da comunidade. “Há uma evolução no sistema fotovoltaico, com baterias e placas melhores”, diz.
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