A Justiça de São Paulo determinou o afastamento dos policiais militares Marcus Augusto Costa Mendes e Robson Santos Barreto, da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), por envolvimento na morte do policial civil Rafael Moura da Silva, de 38 anos. O caso ocorreu durante uma operação no último dia 11 de julho, no bairro do Capão Redondo, zona sul da capital paulista.
A decisão foi tomada pela juíza Isabel Begalli Rodriguez, com base em representação da autoridade responsável pelo inquérito, que apura o episódio como homicídio qualificado. O Ministério Público também se manifestou a favor do afastamento dos policiais.
Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP), a ocorrência, inicialmente registrada como tentativa de homicídio, passou a ser tratada como homicídio consumado. Rafael Moura, que era integrante da Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), foi baleado durante uma ação das forças de segurança na rua Pedro Faber. Ele estava internado no Hospital das Clínicas e morreu na última quarta-feira (16) em decorrência dos ferimentos.
Outro policial civil, Marcos Santos de Sousa, também foi atingido, mas sofreu apenas um ferimento de raspão na cintura. Ele foi atendido no Hospital Campo Limpo e liberado em seguida.
De acordo com a SSP, as Polícias Civil e Militar realizavam operações distintas na mesma região no momento do tiroteio. Após o incidente, os próprios policiais militares envolvidos socorreram Rafael e o levaram para uma unidade de saúde. A SSP informou ainda que o agente da Rota que efetuou os disparos está afastado das atividades operacionais e passa por acompanhamento psicológico.