
A Tesla divulgou nesta semana seus resultados financeiros do segundo trimestre, revelando lucros abaixo do esperado e uma queda de 8% nas ações após o balanço. No entanto, um dado menos evidente chamou a atenção: os ativos digitais da empresa, atualmente avaliados em US$ 1,24 bilhão, poderiam valer muito mais se a fabricante de carros elétricos não tivesse vendido a maior parte de suas criptomoedas em 2022.
Segundo o relatório aos investidores, a Tesla possui hoje mais de US$ 1,2 bilhão em ativos digitais — valor significativamente maior que os US$ 722 milhões registrados no mesmo período do ano passado. Apesar do crescimento, o número representa uma oportunidade perdida. A empresa vendeu 75% de seus bitcoins em meados de 2022, quando a criptomoeda estava cotada a uma fração de seu preço atual, que ultrapassa os US$ 119 mil.
Caso a Tesla tivesse mantido toda a sua posição adquirida em 2021, estimada em US$ 1,5 bilhão, os ativos digitais da companhia poderiam valer hoje cerca de US$ 5 bilhões. O valor convertido em caixa na época, US$ 936 milhões, teria se multiplicado para mais de US$ 3,5 bilhões.
Em 2021, a Tesla justificou o investimento em bitcoin citando seu “potencial de longo prazo” e o desejo de diversificar o caixa da empresa. Naquele período, Elon Musk se tornou um dos maiores defensores da criptomoeda, influenciando diretamente seu valor de mercado — em um episódio, bastou adicionar “#bitcoin” à sua biografia no X (antigo Twitter) para fazer a moeda disparar 20% em um único dia.
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