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Trump nega querer destruir empresas de Elon Musk

Trump nega querer destruir empresas de Elon Musk

24/07/2025 às 14h01
Por: Redação Fonte: infomoney
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Trump nega querer destruir empresas de Elon Musk

Trump nega querer destruir empresas de Elon Musk.

 

Após a publicação de Trump, as ações da Tesla reduziram a queda de até 9,5% para 7,8%.

Donald Trump negou estar tentando arruinar o império empresarial de seu ex-aliado Elon Musk como retaliação à disputa entre ambos envolvendo a nova lei tributária assinada pelo presidente dos EUA.

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“Todos estão dizendo que eu vou destruir as empresas do Elon tirando alguns, senão todos, os grandes subsídios que ele recebe do governo dos EUA. Isso não é verdade! Quero que Elon — e todas as empresas do nosso país — PROSPEREM”, escreveu Trump na quinta-feira (24), em uma rede social. Não ficou claro a quais comentários ele estava respondendo.

“Quanto melhor eles forem, melhor será para os EUA — e isso é bom para todos nós. Estamos batendo recordes todos os dias, e quero continuar assim!”, acrescentou o presidente.

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Após a publicação de Trump, as ações da Tesla reduziram a queda de até 9,5% para 7,8%, por volta das 10h03 em Nova York. O papel acumulava queda de 18% no ano até o fechamento de quarta-feira, mesmo após recuperação parcial desde os piores níveis em março e abril.

As declarações marcam mais um capítulo da conturbada relação entre duas das figuras mais poderosas do mundo, após um desentendimento que levou Musk a fazer uma série de ataques contra Trump e até sugerir a criação de um novo partido político. Em resposta, o presidente ameaçou encerrar contratos governamentais e subsídios concedidos às empresas de Musk.

Ambos tentaram se reaproximar posteriormente, mas os danos aos negócios de Musk já haviam sido causados. Em seu balanço trimestral divulgado na quarta-feira, a Tesla citou o fim dos subsídios a veículos elétricos e o aumento de tarifas — ambas medidas de Trump — como fatores adversos para suas operações automotivas e de energia.

Na ocasião, Musk alertou que a Tesla enfrentará tempos difíceis, com um período de transição que pode durar mais de um ano devido à perda dos incentivos fiscais nos EUA e à necessidade de tempo para viabilizar o lançamento de veículos autônomos.

“Provavelmente teremos alguns trimestres difíceis”, disse Musk.

Em maio, Musk deixou seu cargo no governo, onde liderava a iniciativa de corte de custos da administração Trump, para se dedicar novamente às suas empresas — muitas delas fortemente ligadas ao governo norte-americano.

A SpaceX, por exemplo, é uma importante contratada do governo, com laços tanto com a Nasa quanto com as Forças Armadas dos EUA. Já a Tesla, responsável pela maior parte da fortuna de Musk, se beneficiou durante anos de um crédito fiscal de US$ 7.500 para compradores de veículos elétricos, além da receita gerada com a venda de créditos regulatórios a outras montadoras que precisam cumprir as exigências federais de emissão e eficiência energética.

Durante o auge da disputa, Musk chegou a ameaçar desativar a cápsula Dragon da SpaceX, veículo essencial que a Nasa utiliza para enviar astronautas e suprimentos à Estação Espacial Internacional.

Mais tarde, Musk voltou atrás, e a SpaceX continua operando com os lançamentos da Dragon.

 
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