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Aviões da FAB podem parar de voar em agosto por falta de combustível
Aviões da FAB podem parar de voar em agosto por falta de combustível
22/07/2025 22h22
Por: Redação Fonte: Gazeta Brasil

Aviões da FAB podem parar de voar em agosto por falta de combustível.

 

A Força Aérea Brasileira (FAB) pode ser forçada a suspender seus voos a partir do dia 3 de agosto por falta de querosene de aviação. A situação crítica no abastecimento foi revelada pelo portal Metrópoles nesta terça-feira (22) e decorre da escassez de recursos disponíveis no orçamento destinado à Aeronáutica.

 

Segundo a publicação, os estoques atuais garantem o funcionamento das aeronaves da FAB, inclusive as utilizadas para o transporte de autoridades, apenas até o início de agosto. Após essa data, sem reforço orçamentário, os voos podem ser paralisados.

Apesar do aperto financeiro, o governo federal autorizou a instalação de duas salas VIP da FAB na Conferência do Clima da ONU (COP 30), que será realizada em novembro, em Belém (PA).

Em 2025, o orçamento total reservado para o Comando da Aeronáutica é de R$ 29,4 bilhões. Desse montante, cerca de R$ 13,2 bilhões já foram utilizados, enquanto a maior parte — R$ 23,7 bilhões — está comprometida com despesas de pessoal, como salários e pensões militares.

Apenas R$ 2,2 bilhões foram reservados para materiais de consumo, incluindo o combustível das aeronaves, e R$ 1,6 bilhão está previsto para investimentos.

Além de transportar autoridades como ministros e chefes de poderes, as aeronaves da FAB cumprem missões estratégicas, como o transporte emergencial de órgãos humanos para transplantes. Uma eventual paralisação dos voos pode afetar tanto a rotina do governo quanto operações críticas de saúde e segurança pública.

Abaixo a íntegra da nota da FAB

“A Força Aérea Brasileira (FAB) informa que o Decreto n° 12.447, de 30 de maio de 2025, determinou a contenção de cerca de R$ 2,6 bilhões ao atual orçamento do Ministério da Defesa.

Desse total, coube ao Comando da Aeronáutica (COMAER) a contenção de R$ 812,2 milhões, dos quais R$ 483,4 milhões em despesas discricionárias e R$ 328,8 milhões em projetos estratégicos.

No tocante às despesas discricionárias, foram estabelecidos critérios, métodos e premissas para a definição das ações orçamentárias cujas atividades e projetos seriam afetados.

Dentro das possibilidades de absorção dos valores conforme a classificação orçamentária, foram priorizadas despesas discricionárias que dão suporte orçamentário para a execução de determinadas atividades, e também para compromissos já assumidos, em detrimento de outras áreas.

Contudo, considerando o alto valor dos bloqueios e dos contingenciamentos estabelecidos, e o fato de essas contenções terem sido estabelecidas restando sete meses do atual exercício, houve impactos severos em praticamente todas as atividades, desde as operacionais, até as logísticas e administrativas.

No que diz respeito aos projetos estratégicos, a redução de 17% do valor da LOA irá requerer ajustes contratuais, a fim de mitigar impactos nos cronogramas de entregas das aeronaves”.