
Presidente da Ucrânia afirma querer negociar pessoalmente com Putin.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky (foto), anunciou neste sábado, 19, que enviou uma nova proposta à Rússia para retomar as negociações de paz já na semana que vem.
A declaração foi feita durante o pronunciamento diário à população. Segundo Zelensky, é urgente acelerar os diálogos para viabilizar um cessar-fogo.
Tudo deve ser feito para alcançar um cessar-fogo. O lado russo precisa parar de se esconder das decisões”, afirmou o presidente.
A proposta foi encaminhada por Rustem Umerov, ex-ministro da Defesa e atual chefe do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia. Ele já liderou as duas rodadas anteriores de diálogo com Moscou, realizadas em Istambul. Até o momento, o Kremlin não respondeu oficialmente à iniciativa.
As negociações anteriores, em maio e junho, resultaram apenas em acordos de troca de prisioneiros — incluindo feridos, doentes e jovens com menos de 25 anos — sem avanços concretos em direção a um cessar-fogo.
Zelensky afirmou que deseja agora um encontro direto com o ditador russo, Vladimir Putin.
“É necessária uma reunião ao mais alto nível para garantir verdadeiramente a paz”, disse, sem mencionar uma data específica.
Apesar de Moscou declarar publicamente estar disposta a negociar, tropas russas mantêm ofensiva contínua no leste da Ucrânia. O governo russo também não recuou de suas exigências, consideradas inaceitáveis por Kiev e aliados ocidentais.
As condições impostas por Moscou para um cessar-fogo definitivo foram detalhadas em um memorando enviado à Ucrânia em junho.
A Rússia exige, entre outras coisas o reconhecimento de Crimeia, Lugansk, Donetsk, Zaporizhzhia e Kherson como parte do território russo, a retirada completa das forças ucranianas dessas regiões; a realização de novas eleições no país, etc;
Essas exigências são rechaçadas por Kiev e por vários países da União Europeia, que alertam que concessões territoriais poderiam estimular uma nova escalada militar por parte de Putin.
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