Segundo a estatal, 53% da dívida em atraso gera multas e juros, mas não compromete diretamente as operações da empresa.
Além dos atrasos, os Correios enfrentam cobranças judiciais de empresas prestadoras de serviços de transporte, que reivindicam R$ 104 milhões em valores atrasados.
A empresa também aguarda a liberação de um empréstimo de R$ 4,3 bilhões junto ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), destinado a projetos específicos de descarbonização e reestruturação logística, sem possibilidade de uso para cobrir déficits operacionais.
A crise financeira dos Correios é atribuída a um cenário adverso entre 2024 e 2025, marcado por mudanças regulatórias que afetaram o comércio internacional, redução no volume de postagens e aumento da concorrência.
A estrutura de custos fixos, que representa cerca de 88% das despesas totais, dificulta a flexibilização orçamentária, agravando o desequilíbrio financeiro da estatal.
No primeiro trimestre de 2025, os Correios registraram prejuízo recorde de R$ 1,7 bilhão, o pior resultado desde 2017.
Apesar do cenário desafiador, a empresa afirma que a continuidade operacional está assegurada por fatores estratégicos e estruturais que garantem a prestação dos serviços essenciais à sociedade.