Segundo a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), essa quantidade poderia abastecer por um ano a população de cidades como Salvador, Manaus e Recife.
O Vale do São Francisco, principal região produtora de manga no país, é um dos mais prejudicados pela nova tarifa.
À GloboNews, produtores locais alertam que a janela de exportação coincide com o início da sobretaxa, o que pode levar a perdas significativas, redução de investimentos e demissões em toda a cadeia produtiva da fruticultura brasileira. A falta de alternativas para escoar a produção agrava ainda mais o cenário.
Além das frutas in natura, o setor de sucos também sofre com a medida.
A exportação de suco de laranja para os EUA, que representou mais de US$ 1,3 bilhão na safra 2024/2025, enfrenta um aumento de 533% na taxação, tornando inviável a continuidade das vendas para o segundo maior mercado consumidor do produto.
O governo brasileiro já iniciou negociações para tentar adiar a aplicação da tarifa por pelo menos 90 dias.