O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que dez reféns mantidos pelo grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza devem ser libertados “muito em breve”, embora não tenha fornecido detalhes sobre o andamento das negociações entre Israel e o Hamas.
Durante um discurso na Casa Branca após um jantar com membros e representantes do Partido Republicano, Trump abordou temas de política internacional, destacando avanços de seu governo nos últimos seis meses.
“Em Gaza, recuperamos a maioria dos reféns. Em breve, teremos mais dez de volta. Esperamos resolver isso rapidamente”, declarou o presidente norte-americano.
Trump também elogiou o trabalho do enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, sem dar mais detalhes sobre a negociação: “Steve Witkoff tem sido fantástico. Fez um ótimo trabalho. É uma boa pessoa, um bom negociador”.
A libertação dos dez reféns faz parte de uma negociação por um cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que controla a Faixa de Gaza. O acordo vem sendo costurado há semanas, mas ainda não foi concretizado.
Na sexta-feira, o grupo Hamas ameaçou não garantir a libertação dos reféns caso Israel não ceda nas negociações indiretas. Entre os principais impasses estão a retirada das tropas israelenses de Gaza e garantias para um cessar-fogo permanente. O grupo acusa Israel de intransigência nas tratativas.
Esta não é a primeira vez que Trump aponta uma data para um cessar-fogo que não se confirma. Há duas semanas, ele anunciou uma proposta de trégua de 60 dias, supostamente já aceita por Israel.
Enquanto isso, a União Europeia informou na sexta-feira que vê “sinais positivos” no acesso humanitário a Gaza, após um acordo com Israel para aumentar o envio de alimentos e suprimentos à região. No entanto, o bloco alertou que o fluxo atual ainda é insuficiente.
“Observamos mais caminhões e suprimentos chegando a Gaza, mais pontos de entrada sendo abertos. A Unicef está reparando redes elétricas e encanamentos”, disse o porta-voz de Relações Exteriores da UE, Anouar El Anouni, em coletiva em Bruxelas.
Apesar dos avanços, El Anouni afirmou que a ajuda está aquém das necessidades e cobrou “medidas concretas” de Israel para aumentar significativamente a assistência humanitária. “É suficiente? Obviamente, não. Precisamos de mais. E precisamos que Israel tome ações mais concretas para melhorar a situação humanitária no local”, destacou.
O porta-voz frisou que a pauta humanitária da UE é independente das negociações por cessar-fogo e do pedido para que as Forças Armadas de Israel cessem as mortes de civis em Gaza. Ele ressaltou a necessidade de romper com o “ciclo de violência” na região.
Com informações da Europa Press