São Paulo concentrou 47,88% de todo o volume de serviços prestados no Brasil no período, quase a metade de todo o setor no país.
Segundo o IBGE, os segmentos que mais contribuíram para o desempenho paulista foram os serviços financeiros auxiliares, a tecnologia da informação e o transporte rodoviário de cargas.
Esses setores já haviam apresentado expansão nos meses anteriores, consolidando uma tendência de recuperação puxada por empresas digitais e operadores logísticos instalados no estado.
Na comparação com maio de 2024, o volume de serviços em São Paulo cresceu 5,6%, novamente acima da média nacional de 3,6%.
No acumulado dos últimos 12 meses, a alta foi de 4,6% no estado, enquanto o país teve avanço de 3%.
De janeiro a maio deste ano, São Paulo também liderou, com crescimento de 3,8% ante 2,5% na média brasileira.
Os setores com maior variação positiva no mês foram os serviços de informação e comunicação, com 10,7%; os serviços profissionais, administrativos e complementares, com 7,6%; e os transportes, com 3,9%.
No acumulado do ano, os mesmos segmentos mantêm o ritmo, com destaque para tecnologia da informação, que cresceu 10,3%.
Nas atividades relacionadas ao turismo, São Paulo teve o segundo maior impacto positivo entre os estados em maio, com alta de 6,1% em relação ao mesmo mês do ano passado.
A média nacional foi de 9,5%, puxada principalmente por empresas do setor aéreo, hotelaria e reservas online.
No acumulado dos cinco primeiros meses de 2025, o avanço em São Paulo foi de 6,4%, contra 7% no Brasil.
A pesquisa do IBGE mostra ainda que o perfil das empresas com maior receita e inovação tecnológica está fortemente concentrado em São Paulo.
O estado abriga companhias que operam nos setores de publicidade digital, programas de fidelidade, meios de pagamento e intermediação de negócios por aplicativos, além de startups de comércio eletrônico.
Com uma base empresarial diversificada e infraestrutura consolidada, São Paulo segue ditando o ritmo da recuperação no setor de serviços, mesmo diante da desaceleração de segmentos ligados ao consumo das famílias em outras regiões do país.
O dado reflete a resiliência econômica do estado em áreas intensivas em capital e tecnologia.