De “conservador raiz, cristão”, com perfil “atuante em prol da sociedade”, o PGR passou a ser visto como perseguidor implacável pela parlamentar bolsonarista.
Perseguição implacável! Toda minha solidariedade ao Presidente Jair Bolsonaro e todos os demais que, como ele, estão sendo injustamente julgados”, escreveu a deputada no X nesta terça-feira, 15 de julho de 2025.
Perseguição implacável! Toda minha solidariedade ao Presidente @jairbolsonaro e todos os demais que, como ele, estão sendo injustamente julgados. pic.twitter.com/5ggFfRHaxm
Em 2019, no entanto, Bia Kicis defendeu publicamente a candidatura de Gonet para Procuradoria-Geral da República.
Eis o que a deputada escreveu no X em 9 de agosto de 2019:
“Segundo Ailton Benedito [secretário de Direitos Humanos da PGR em 2019], o PGR tem poder para destruir politicamente um governo. O candidato a PGR, Paulo Gonet, disse ao Presidente Jair Bolsonaro que nenhum candidato pode prometer que jamais haverá uma ação que incomode, mas garantiu que jamais usaria do cargo para atrapalhar o governo.
Essa é a postura correta de um PGR. Independente e íntegro. PGR não pode se pautar por ideologia. Ele é o Chefe de uma Instituição que é fiscal da lei e o titular da ação penal. Há que ser atuante em prol da sociedade. Paulo Gonet é esse perfil.
Paulo Gonet é conservador raiz, cristão, sua atuação no STF nos processos da lava jato foi impecável. Ele não tem capivara. E o fato de ter sido sócio de Gilmar Mendes no IDP em nada interferiu em sua atuação profissional.”
Paulo Gonet é conservador raiz, cristão, sua atuação no STF nos processos da lava jato foi impecável. Ele não tem capivara. E o fato de ter sido sócio de Gilmar Mendes no IDP em nada interferiu em sua atuação profissional.
Quando Gonet foi escolhido por Lula para chefiar a PGR em 2023, Bia Kicis mais uma vez o defendeu:
“É, sem dúvida, um nome muito bom porque é uma pessoa muito técnica”, disse a deputada à CNN Brasil em 27 de novembro de 2023.
“Ele é católico, conservador, pró-família e pró-vida. Não é um progressista. Alguém que quer fazer ativismo e mudar a lei e a Constituição pelo Judiciário”, acrescentou.
“Desde quando eu levei ele para o Bolsonaro, ele disse que jamais usaria um cargo para impor ideologia. Que faria uma atuação técnica e não ativismo. Ele vai sempre atuar de forma técnica e isso é bom porque traz segurança jurídica”, completou