A presidente do STM, ministra Maria Elizabeth Rocha, também divulgou uma nota de solidariedade ao presidente do Supremo, Luís Roberto Barroso.
A presidente do Superior Tribunal Militar, ministra Maria Elizabeth Rocha, classificou o tarifaço de Donald Trump condicionado a uma anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro como uma intromissão descabida e inédita na vida do Brasil.
Ela divulgou, nesta segunda-feira (14), uma nota de solidariedade ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso. Ela faz referência a uma carta aberta publicada por ele neste domingo, em que diz que a chantagem tarifária de Trump é baseada numa compreensão imprecisa dos fatos.
A nota da chefe da Justiça militar diz que a iniciativa de Barroso é legítima e pertinente. E reforça que cabe ao poder judiciário "proteger a soberania nacional, o pleno funcionamento da democracia, a independência e livre manifestação dos poderes da República, bem como garantir a inviolabilidade dos direitos fundamentais do seu povo".
Maria Elizabeth Rocha pontua que o Brasil precisa superar o que ela classifica como desnecesária polarização da sociedade. E cobra que a classe política tem um papel importante a cumprir nesse processo.
Na carta divulgada ontem, Barroso não menciona textualmente o tarifaço de Trump, mas lista o histórico de tentativas de ruptura institucional no Brasil, incluindo os fatos que fazem parte do inquérito sobre a trama golpista para manter Bolsonaro no poder, e destaca que os acusados serão julgados com independência e com base em evidências.
O presidente do STF também destaca que, diferentemente do que Trump alega, há liberdade de expressão no Brasil, ao contrário do que acontecia na época da ditadura militar.