
Nesta segunda-feira (14), a secretária das Mulheres do Piauí, Zenaide Lustosa, reuniu-se com o reitor do Instituto Federal do Piauí (IFPI), professor Paulo Borges da Cunha, para tratar da implementação do projeto Maria da Penha nas Escolas, que será lançado em agosto. A iniciativa promove a prevenção à violência de gênero por meio da educação, com foco em estudantes da rede federal de ensino.
Durante o encontro, foram definidos três eixos centrais da parceria entre a Sempi e o IFPI:
Educação para prevenção da violência – O programa Maria da Penha nas Escolas será ampliado com a qualificação de educadores da rede federal. A ação visa formar profissionais para atuar diretamente na prevenção da violência contra as mulheres, promovendo uma cultura de respeito, equidade e cidadania desde a sala de aula.
Qualificação e inserção produtiva – Um projeto-piloto será implementado em Uruçuí, com cursos profissionalizantes voltados às demandas das empresas e indústrias locais. A meta é preparar mulheres para o mercado de trabalho com foco na geração de renda e autonomia financeira.
Valorização das mulheres negras e EJA – A parceria prevê ações voltadas à Educação de Jovens e Adultos (EJA) com ênfase na qualificação profissional e na prevenção à violência de gênero, especialmente entre mulheres negras, que estão entre os grupos mais vulneráveis. Já há recursos empenhados para a execução dessa etapa.

A coordenadora de Educação e Cultura da Sempi, Érika Ruth, destacou que a cooperação reafirma o compromisso do Governo do Estado com uma política pública estruturante, que gera oportunidades e combate a violência: “Essa é uma cooperação que tem como propósito comum gerar oportunidades, garantir renda e combater a violência e a pobreza. É uma política alinhada com o compromisso do presidente Lula e da Secretaria das Mulheres de construir um Brasil com mais justiça, igualdade e dignidade para todas as mulheres”.
O reitor do IFPI, professor Paulo Borges, também ressaltou o papel transformador da educação no enfrentamento à violência de gênero. “Acreditamos que a educação é o melhor caminho para que essas mulheres tenham independência e rompam o ciclo da violência. O maior desafio ainda é garantir que as políticas públicas cheguem até elas de forma efetiva, e parcerias como essa são fundamentais para isso”, destaca.

Também participaram da reunião: a coordenadora geral do programa EJA do IFPI, Louise Tatiana Mendes Rodrigues; a pró-reitora de Extensão do IFPI, Divamélia de Oliveira Bezerra Gomes; o diretor de Relações Empresariais do IFPI, Robson Alves da Silva; e o diretor-geral do Campus José de Freitas, José dos Santos de Moura.
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